Sete tipos de arrependimento

Sete tipos de arrependimento

 

Em nossas células temos pessoas não convertidas, novas na fé e pessoas que estão caminhando rumo a maturidade. Por esta razão gostaria de compartilhar sobre arrependimento e confissão de pecado. Nós sabemos que isto é absolutamente necessário à salvação. A menos que haja uma verdadeira e sincera confissão de nossos pecados a Deus, não temos nenhuma promessa que nós acharemos perdão no sangue Redentor de Cristo. A promessa bíblica é:

 

O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia. Pv. 28:13

 

Mas não há nenhuma promessa na Bíblia para aquele que não confessar seus pecados. Existem, porém aqueles que confessam seu pecado, mas mesmo assim não encontram a bênção de Deus simplesmente porque a confissão deles não tem a marca da sinceridade e do arrependimento. Há na Bíblia sete homens que disseram a frase: “Eu pequei”. Cada um deles, porém é um exemplo de como a confissão pode ter diferentes formas e resultados. Gostaria de compartilhar hoje sobre os sete tipos de arrependimento.

1. O arrependimento do pecador endurecido

O primeiro exemplo é Faraó. Diante de Moisés ele diz: “eu pequei”.

 

Ex 9:27-28 – Então, Faraó mandou chamar a Moisés e a Arão e lhes disse: Esta vez pequei; o SENHOR é justo, porém eu e o meu povo somos ímpios. Orai ao SENHOR; pois já bastam estes grandes trovões e a chuva de pedras. Eu vos deixarei ir, e não ficareis mais aqui.

Ex 9:34 – Tendo visto Faraó que cessaram as chuvas, as pedras e os trovões, tornou a pecar e endureceu o coração, ele e os seus oficiais.

 

Vou chamar esse exemplo de “pecador endurecido”. Existem aqueles que até se confessam pecadores, mas eles fazem isso quando experimentam algum terror. Você julga o valor de uma confissão quando você percebe as circunstâncias debaixo das quais foi feita. Enquanto o trovão estava rolando no céu, enquanto o fogo incendiava o solo e enquanto o granizo destruía tudo, ele diz, “eu pequei”. Quando estão no leito da enfermidade, quando estão com inúmeros problemas financeiros e quando o casamento acaba normalmente essas pessoas se ajoelham e dizem: “eu pequei”. Mas que proveito e que valor tem a confissão deles? O arrependimento que nasceu na tempestade acaba morrendo na calmaria. Não estou dizendo que todos são assim, mas neste caso é! Aquele arrependimento criado entre trovões e raios, cessou tão logo tudo foi silenciado. Há muitas pessoas assim: correm para a Igreja assim que enfrentam um problema e confessam todos os seus pecados, mas tão logo passa o problema elas voltam para o pecado e seu estado anterior. Nos Estados Unidos as Igrejas ficaram cheias depois dos atentados de 11 de setembro, mas assim que voltaram a se sentir seguros, abandonaram a piedade que aparentavam possuir. Talvez você esqueceu dos votos que fez nos dias da luta, mas Deus não se esqueceu. Há pessoas que dizem: se o Senhor me livrar serei um crente fiel, mas se ele não faz segundo o voto; ele mentiu para Deus. Ele fez uma falsa promessa, porque nunca teve a intenção de cumpri-la, seu desejo era só se livrar da situação. Este é o primeiro estilo de arrependimento. É um tipo de arrependimento completamente sem valor. É inútil você dizer “eu pequei” no meio da tempestade, e então se esquecer disto na hora da calmaria.

 

2. O arrependimento do inconstante

No livro de números encontramos o segundo tipo de arrependimento. Diante do anjo do Senhor Balaão diz: “Eu pequei”.

Nm 22:32-34 Então, o Anjo do SENHOR lhe disse: Por que já três vezes espancaste a jumenta? Eis que eu saí como teu adversário, porque o teu caminho é perverso diante de mim; a jumenta me viu e já três vezes se desviou de diante de mim; na verdade, eu, agora, te haveria matado e a ela deixaria com vida. Então, Balaão disse ao Anjo do SENHOR: Pequei, porque não soube que estavas neste caminho para te opores a mim; agora, se parece mal aos teus olhos, voltarei.

 

Esse é o homem inconstante e dúbio. Ele sente que pecou, mas é tão mundano que “ama a injustiça”. Balaão ilustra bem esse tipo de caráter. “Eu pequei”, disse Balaão; mas, apesar disto, ele se foi com seu pecado. Ele se curva para o bem e para o mal igualmente. Algumas vezes falava com inspiração e triunfo, e outras vezes ele exibia a mais sórdida cobiça do homem caído. O homem que está lá em cima esta cheio do Espírito, porém agora tá dando dica do inferno aqui em baixo. Foi assim com Balaão. Esse é o sujeito que vem ao culto e fica cheio do Espírito tem revelação e etc. Porém na segunda feira é a mais pura serpente. Esse é um homem de duas mentes, um homem com duas disposições. A Escritura diz: “Ninguém pode servir a dois senhores”. Hoje em dia isto é freqüentemente mal entendido. O jeito de ler esta passagem é “Ninguém consegue servir a dois senhores”. Porque ambos não podem ser senhores. Ele pode servir dois, mas os dois não podem ser seus senhores. Um homem pode viver por vinte propósitos diferentes, mas ele não pode viver para mais de um propósito principal. Nenhuma confissão de pecado pode ser genuína, a menos que seja feita de todo o coração. É inútil você dizer: “eu pequei” e então continuar pecando. Balaão ofereceu sacrifícios a Deus no altar de Baal; isso era típico do seu caráter. Hoje também muitos oferecem sacrifícios a Deus no santuário de Mamon. A confissão daquele homem dúbio não tem nenhum valor para Deus.

 

3. O arrependimento insincero

No primeiro livro de Samuel 15:24, lemos:

 

Então, disse Saul a Samuel: Pequei, pois transgredi o mandamento do SENHOR e as tuas palavras; porque temi o povo e dei ouvidos à sua voz. Agora, pois, te rogo, perdoa-me o meu pecado e volta comigo, para que adore o SENHOR.

 

Saul representa o arrependimento sem sinceridade. Saul não é como Balaão, até certo ponto sincero. Ele é justamente o oposto, é sempre modelado pelas circunstâncias ao derredor. Samuel o reprovou e ele disse: “eu pequei”. Mas ele não queria realmente dizer aquilo, porque se você ler o verso inteiro vai vê-lo dizendo: “porque eu temi o povo”, o que era uma desculpa mentirosa. Saul nunca temeu ninguém, ele sempre estava pronto para fazer sua própria vontade. Um pouco depois, ele sustentou outra desculpa, ao afirmar que havia trazido bois e cordeiros para oferecer ao Senhor, portanto, ambas as desculpas não podiam ser verdadeiras. A característica mais forte de Saul era sua insinceridade. Um dia ele manda buscar a Davi para matá-lo. Outro dia ele declara “tão certo como vive o Senhor, Davi não morrerá”. Outro dia, porque Davi salvou sua vida, ele disse “Mais justo és do que eu; não tornarei a fazer-te mal”. Isso ele disse após o perseguir, com o objetivo de matá-lo. Às vezes Saul se encontrava entre os profetas e profetizava; logo depois entre as bruxas. Era insincero em tudo. Infelizmente há pessoas assim em nossas igrejas. Não importa o que digam eles sempre concordarão com você. Alguns homens parecem ter corações de borracha. Se você os tocar, é feita uma impressão, mas, logo retorna ao seu estado original. Você pode apertá-los pra valer, eles são tão elásticos que você sempre alcançará seu propósito; entretanto eles não têm firmeza de caráter e logo voltam a ser o que eram antes. Ele atende a um apelo e diz “eu me arrependo dos meus pecados”, só que ele não se vê como um pecador. Ele só diz aquilo para agradar alguém. Dizer “eu pequei” de uma maneira sem significado real, é uma ofensa a Deus. Escarnecemos de Deus quando confessamos sem sinceridade de coração.

4. O arrependimento duvidoso

O quarto tipo de arrependimento é o duvidoso. Este é o caso de Acã. No livro de Josué 7:20 – “Respondeu Acã a Josué: Verdadeiramente pequei contra o Senhor Deus de Israel”. Acã roubou os despojos da cidade de Jericó e foi descoberto através de sorte. Ele foi denunciado e levado a morte. Ele não se entregou. Preferiu deixar as coisas acontecerem, vai que a sorte caia sobre outra família! Este caso representa aqueles cujo arrependimento é questionável, como o caso de pessoas no leito de morte. Eles se arrependem aparentemente, mas não podemos ter certeza. Esta confissão parece ser satisfatória, mas não temos como realmente saber, por isso o caso de Acã esta associado ao arrependimento duvidoso. Já vi uma pessoa que se arrependeu e aceitou a Jesus no leito de enfermidade pensando que estava morrendo, mas depois se curou. Porém não mudou verdadeiramente seu modo de vida e voltou aos seus pecados como antes, esse é como Acã, não temos certeza do seu arrependimento. Arrependimento no leito de morte é muito frágil, seus fundamentos são tão pobres, temo que depois de tudo esta pessoa possa estar perdida. A pior coisa é você morrer e as pessoas não saberem com convicção de seu destino eterno. O que precisamos é de morrer com toda segurança, morrer com uma entrada abundante, deixando um testemunho que nós partimos desta vida em paz!

 

5. O remorso sem arrependimento

Este é o pior tipo de todos os arrependimentos. É o arrependimento de Judas. Chamamos de arrependimento de desespero ou remorso sem arrependimento.

Mt 27:3-5 – Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se.

 

Não sei se podemos chamar isso de arrependimento. Creio que devemos chamá-lo de remorso de consciência. Remorso não resolve a questão do pecado. Ele confessou, porém não se arrependeu.

6. O Arrependimento do homem santo

Davi foi denunciado, porém arrependeu-se. Resistiu 9 meses mas ele arrependeu. Seu arrependimento foi genuíno mesmo tendo sido denunciado. Davi é o maior exemplo de um homem santo que pecou e se arrependeu. Podemos ler a sua confissão no Salmo 51.

 

Salmo 51:1-4 – Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; e, segundo a multidão das tuas misericórdias, apaga as minhas transgressões. Lava-me completamente da minha iniqüidade e purifica-me do meu pecado. Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar.

 

Este é o arrependimento de um homem que já é filho de Deus, um arrependimento aceitável diante de Deus. Seu arrependimento foi sincero cheio de contrição, de pranto, de humilhação e sem retorno ao pecado.

 

7. O arrependimento verdadeiro

O último tipo é o arrependimento verdadeiro. Podemos ver esse tipo de arrependimento na vida do filho pródigo. Em Lucas 15:18, nós encontramos o filho pródigo dizendo: “Pai eu pequei”. Aqui está uma confissão abençoada. Aqui está a prova que um homem tem um caráter regenerado: “Pai, eu pequei”.

Lucas 15:17-21 – Então, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm pão com fartura, e eu aqui morro de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus trabalhadores. E, levantando-se, foi para seu pai. Vinha ele ainda longe, quando seu pai o avistou, e, compadecido dele, correndo, o abraçou, e beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e diante de ti; já não sou digno de ser chamado teu filho.

 

A Bíblia diz que ele caiu em si, ele largou a pocilga. A vida centrada no suprimento da natureza caída é uma pocilga! Quem se arrepende fala como o jovem pródigo. Ele levantou e foi até o seu pai. É provável que no caminho de volta ele tivesse muito tempo para voltar a traz, ainda assim ele voltou para a casa do pai. É esse que experimenta o perdão do pai. Precisamos ensinar isso, pois muitos ainda não se arrependeram de verdade. A experiência do filho pródigo é genuína. Porém há muitos que têm fugido por muito tempo e não tem voltado à casa do Pai. A alma só pode encontrar descanso quando recebe o perdão, porém o perdão que sara a alma do homem é fruto de um genuíno arrependimento. Deus diz: retorne filho meu! Volte, e Eu lhe receberei. Nunca houve um pobre pecador que viesse a Cristo, que Cristo o mandasse embora. Jesus manterá sua palavra: “o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”.

Conclusão

Existe o crente vencedor, o derrotado e ainda pode ter o crente nominal, que na verdade não é crente. Ele é aquele que parece que se arrependeu, porém não foi genuíno. É possível ter em nosso meio pessoas assim, pessoas que volta logo para o modo de vida de antes. O Senhor não desiste de nós, mas será que nós não desistimos Dele como Faraó, Balaão, Saul, Acã e Judas. Precisamos ter um ministério reconhecido e selado pelo Senhor e por filhos genuínos.

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