O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. (Gálatas 5.22,23).

É bonito e interessante notar, na Bíbiia, que Deus nos faia de Si mesmo como um Semeador (Mateus 13.37), Aquele que espalha a semente que é a Palavra de Deus (Lucas 8.11), que é Cristo (João 14.24) e também de como Ele está atento ao aparecimento do fruto (Mateus 13.8,26). Isto nos faz ver que Deus Se interessa em que sejamos produtivos (Lucas 19.26), que devolvamos multiplicado (com fruto) o que Ele nos concedeu (Lucas 19.13,16), para nossa bênção (Lucas 19.17). Ao reordenar a Terra, o Senhor fez brotar as árvores que dariam fruto segundo a sua espécie (Gênesis

1.11)     . Deus tinha colocado Adão no jardim, entre outras coisas, para que o cultivasse (Gênesis 2.15), para que dedicasse tempo ao trabalho da terra. Deus está interessado nos frutos.

Nós, como nova raça (I Pedro 2.9a), nova criatura (II Coríntios 5.17), temos o chamado do Senhor para frutificar para Ele como sacrifício vivo, santo e agradável (Romanos

12.1)    , já que temos sido transportados do império das trevas para Sua maravilhosa luz (I Pedro 2.9b). O fruto do Espíritoé um nome coletivo, que agrupa nove facetas, como uma unidade. Por estas nove coisas (Gálatas 5.23b), o nove na Bíblia é número de fruto.

Um fruto é o produto finai, perfeito, de uma árvore madura, que se iniciou com uma semente pequena, a qual foi semeada num terreno previamente preparado, sendo cuidada, regada, limpando o terreno, podando a planta. Segundo o Antigo Testamento, o terreno se arava com juntas de bois. Isto nos ensina que o Espírito Santo pôs uma semente em nós, que deve ser cultivada, cuidando do terreno (alma) regando-o, limpando-o, etc. Isto é feito por meio dos bois (ministros de Deus, discipuladores).

Significado de fruto

A palavra Fruto vem do grego Kocpftóç = Karpós, que significa fruto (como arrancado), resultar em benefício, descendência. Usado “literalmente, é aquilo que é produzido pela

energia inerente (própria) de um organismo vivo (Tiago 5.18). Usado metaforicamente, são as obras ou atos, sendo o fruto a expressão visível do poder que opera interna e invisivelmente… (Mateus 7.16)”(Dicionário Vine). O fruto do EspíntO é 3. SXpTÔSSâO dO poder desse mesmo Espírito que está operando dentro de nós.

O Plano de Deus É Que Toda Sua Criação Frutifique

(Gênesis 1.22,24,28)

Desde o princípio a bênção de Deus é “frutificai e multiplicai-vos”. Deus nos dá o exemplo: Deu o Seu Filho Unigênito (João 3.16) como semente (João 12.24) para produzir muito fruto (Hebreus 2.10). Em Isaías 55.11, o Senhor diz claramente que Sua Palavra será próspera, produzirá o que Ele quer e não voltará vazia, isto é, voltará levando fruto.

Deus Está Atento ao Nosso Fruto

Já mencionamos que Deus está atento ao que produzimos (Tiago 5.7; Colossenses

1.10)     . Vemos isto também quando Jesus buscou fruto na figueira (Mateus 21.19,20). Ele já nos deu o que necessitamos para agradar-Lhe, e a única coisa que temos que fazer é dispor nosso coração, nossa vida, nossa terra, para que eles produzam fruto agradável para Deus (Cantares 4.16). O objetivo do fruto é deleitar o dono do pomar, e não que lhe seja desagradável (Isaías 5.2), porque somos árvores de justiça (Isaías

61.3)     , e árvores boas para dar bons frutos (Mateus 12.33).

Frutificando Para Deus

Para que se produza o Fruto do Espírito em nossa vida, é necessário que sua semente nos encha (Efésios 5.18), que andemos Nele, desenvolvendo-nos como uma lavoura (Colossenses 1.10) e assim não satisfaremos os desejos da carne (Gálatas 5.16) e alcançaremos o que Deus planejou para nós (II Tessalonicenses 2.13,14), produzindo o que é bom, agradável e perfeito para Ele (Romanos 12.2).

O fruto do Espírito é o caráter de Cristo, produzido pelo Espírito de Cristo no seguidor de Cristo. Fruto é algo produzido por um poder que o homem não possui.

DIFERENÇA ENTRE DONS E FRUTO

Dons são capacidades espirituais, concedidas pelo Espírito Santo, no reino espiritual, segundo a sua escolha divina, para serem usados no serviço espiritual (o que você faz para Cristo) e são dados instantaneamente, enquanto que Fruto é a verdadeira característica da vida cristã (o que você é em Cristo) e é resultante de um desenvolvimento lento e gradual. Muitos olham com reverência para alguém que possua muitos dons do Espírito, como se isso indicasse um indivíduo super espiritual, mas o dom em si não apresenta isto e, sim, o fruto.

Não são “frutos”, no plural, mas o fruto – dividido em nove “gomos”, porque a ação do Espírito precisa ser completa, em todas as áreas da nossa vida e não apenas em uma delas.

 preocupação com as coisas exteriores

Embora os estudantes muitas vezes murmurem e redamem quanÒO \êm 06 fàlST Ufflâ prova na escoia, há um sentido em que realmente queremos tazer as provas. Sempre encontramos nas revistas modelos de testes que medem habilidades, realizações ou conhecimentos. As pessoas gostam de saber em que nível estão. Será que consegui alcançar a excelência numa certa área, ou estou afundando na mediocridade?

Os cristãos não são diferentes. Tendemos a medir nosso progresso na santificação examinando nosso desempenho de acordo com padrões externos. Proferimos maldições e palavrões? Bebemos muito? Vamos muito ao cinema? Esses padrões são freqüentemente usados para medir a espiritualidade. O verdadeiro teste — a evidência do fruto do Espírito Santo — geralmente é ignorado ou minimizado. Foi nessa armadilha que os fariseus caíram.

Nós nos afastamos do verdadeiro teste porque o fruto do Espírito é difícil demais. Exige muito mais do caráter pessoal do que os padrões exteriores superficiais. É muito mais fácil evitar falar um palavrão do que adquirir o hábito de ter uma paciência piedosa.

à preocupação com os dons

O mesmo Espírito Santo que nos guia na santidade e produz fruto em nós também distribui os dons espirituais aos crentes. Parecemos muito mais interessados nos dons do Espírito do que no fruto, a despeito do ensino claro da Bíblia de que alguém pode possuir dons e ser imaturo no progresso espiritual. A carta de Paulo aos Coríntios deixa isso muito claro.

O problema dos descrentes justos

É frustrante medirmos nosso progresso na santificação peio fruto do Espírito Santo porque as virtudes relacionadas às vezes são exibidas num nível maior por descrentes. Todos nós conhecemos pessoas não-cristãs que demonstram mais bondade ou mansidão do que muitos cristãos. Se as pessoas podem ter o “fruto do Espírito” independentemente do Espírito, como podemos determinar nosso crescimento espiritual desta maneira?

Há uma diferença qualitativa entre as virtudes de amor, alegria, paz, longanimidade, etc., engendradas em nós pelo Espírito Santo e aquelas exibidas pelos descrentes. Os não-crentes operam por motivos que, em última análise, são egoístas. Quando, porém, um crente exibe o fruto do Espírito, ele está mostrando características que, em última análise, são voitadas para Deus e para o próximo. Ser cheio do Espírito Santo significa ter uma vida controlada pelo Espírito; os não-crentes só podem exibir essas virtudes espirituais no nível da capacidade humana.

Paulo faz uma lista das virtudes do fruto do Espírito em sua carta aos Gálatas: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gálatas 5.22,23). Essas virtudes caracterizam a vida cristã. Se somos cheios do Espírito, vamos exibir o fruto do Espírito. Isso, porém, obviamente envolve tempo. Não são ajustes superficiais do caráter que ocorrem da noite para o dia. Tais mudanças envolvem uma reformulação das disposições mais íntimas do coração, o que representa um processo de longa vida de santificação peio Espírito.

AMOR

Amor (gr. àyá7cr| = agapé). o interesse e a busca do bem maior de outra pessoa sem nada querer em troca. A respeito da relação do amor com os demais componentes do Fruto do Espírito, D. L. Moody afirmou:

“A alegria é o amor exultando, a paz é o amor em repouso, a longanimídade é o amor que não se cansa, a benignidade é o amor que suporta, a bondade é o amor em ação, a fé é o amor no campo de batalha, a mansidão é o amor sob disciplina, o domínio próprio é o amor sendo treinado.”

O amor é a principal característica do cristão (i João 4.7,8). Ele representa, na verdade, a verdadeira evidência da conversão (João 13.35; Lucas 6.27-35). É produzido nos filhos de Deus pelo amor de Deus (Romanos 5.5), e temos em Cristo o nosso maior exemplo de amor (João 13.1; 15.13; Gálaias 2.20). Ele é indispensável no relacionamento (I Pedro 4.8; Provérbios 10.12).

O amor é a atmosfera da vida cristã (Efésios 5.2), sua vestimenta (Colossenses 3.14). É o motivo da vida cristã (I Coríntios 16.14). É o controlador da liberdade cristã (Gálatas 5.13). Devemos amar até os inimigos, para agirmos como Deus (Mateus 5.43- 48). O amor cristão é generoso (II Coríntios 8.24) e prático (Hebreus 6.10; I João 3.18).

ALEGRIA

Alegria (gr. %apá = chara): a sensação de alegria baseada no amor, na graça, nas bênçãos, nas promessas e na presença de Deus, bênçãos estas que pertencem àqueles que crêem em Cristo.

Uma saudação comum entre os crentes – %aíp£lV = chairein (Atos 15.23; II Coríntios 13.11; Lucas 1.28; Mateus 28.9; Tiago 1.1). Alegria é um dos fundamentos do reino de Deus (Romanos 14.17). A verdadeira alegria do cristão não depende das circunstâncias que nos cercam (Habacuque 3.17,18; Atos 5.41), pois temos motivos de alegria que não dependem das coisas terrenas (Lucas 10.20). A fonte da alegria de cada cristão é Deus (Salmo 43.4; Neemias 8.10) e é um resultado da presença de Deus em cada um (Salmo 16.11). Cristo é o nosso grande exemplo (João 15.11;

17.13)      . No Novo Testamento alegria e aflição andam lado a lado (Atos 5.41; 13.52; II Coríntios 6.10; Colossenses 1.24).

PAZ

Paz (gr. sipiívn = eirene): a quietude de coração e mente, baseada na convicção de que tudo vai bem porque o Pai celestial nunca irá desamparar seus filhos.

O desejo de paz era uma íorma de saudação comum entre os judeus e cristãos (Gênesis 43.23; Juizes 6.3; Lucas 10.5 – Gáiatas 1.3; I Pedro 1.2). A verdadeira paz é um presente de Deus (João 16.33; 14.27; Salmo 29.11) e a obtemos através de Cristo (Romanos 5.1; Isaías 53.5). Promovê-la é dever do cristão (II Coríntios 13.11; I Tessalonicenses 5.13; Mateus 5.9). Estes três primeiros “gomos” dizem respeito ao interior do crente, relacionados a si mesmo.

O fruto do Espírito consiste em virtudes que o Espírito Santo quer impiantar em nosso caráter e que estão presentes no caráter de Jesus. O propósito de Deus para nossas vidas é que sejamos “conformes à imagem de seu Fiiho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8.29). Todos os que são, verdadeiramente, filhos de Deus, precisam desejar que o Espírito Santo produza estas características em sua vida. Todo aquele que tem o Espírito Santo está enxertado em Cristo, a videira verdadeira (Romanos 11.17), e precisa apresentar frutos (João 15.2). Quem determina a variedade do fruto não é o galho, mas a árvore. O galho precisa, apenas, estar sadio, para frutificar.

LONGANIMIDADE

Longanímidade (gr. pxxKpoOujoía = makrothumia): ser tardio para irar-se ou para o desespero. Caracteriza-se por não se sentir ofendido ou provocado facilmente. É a mente que suporta por muito tempo, antes de dar lugar a ação ou a ira. É o autocontrole que não se apressa em retribuir o mal sofrido.

O dicionário da Língua Portuguesa afirma que longanímidade é a qualidade de quem é longânime, e iongânime é aquele que é bondoso, generoso, magnânimo, paciente ou resignado.

A palavra longanímidade, traduzida para o português, é formada por duas palavras gregas: “macros” (longo) e “thumos” (temperamento), isto é, ânimo longo. Esta idéia é completamente contrária ao modo de vida “tolerância zero” de muitos hoje. Se o que não possui esta virtude é dito que tem “pavio curto”, então o longânime possui “pavio comprido”. Nosso maior exemplo de longanímidade é o Senhor Jesus Cristo (Mateus

26.53)      , demonstrada com Judas (João 13.1-5) e na Cruz (Lucas 23.34), entre outras ocasiões. Os discípulos demonstraram não possuí-la (Lucas 9.51-56). Entretanto ela é de grande valor (Provérbios 19.11; 16.32) e deve ser cultivada por todo cristão (Efésios 4.1,2).

O homem moderno tem muita facilidade de expressar a falta de longanimidade. São muitas as situações na vida que nos causam irritação: a conexão lenta de internet, que nos apresenta lentidão, a falta de tinta na impressora antes de concluir a impressão de um trabalho que está para ser entregue, a perda de um ônibus por uma fração de segundo, quando já estamos atrasados, andar atrás de uma pessoa que anda bem devagar, quando estamos apressados, entre outras.

Longanimidade descreve uma característica divina (Êxodo 34.6; Neemías 9.17; Salmo 103.8; 86.15; 145.8; II Pedro 3.15). A longanimidade de Deus é uma oportunidade para o arrependimento humano (II Pedro 3.9; Romanos 2.4). É um emblema da vida cristã (Efésios 4.2). O cristão deve vestir-se dela como a uma roupa (Colossenses 3.12; II Coríntios 6.6; I Tessalonicenses 5.14).

Significa também “esperar”. Não fala de uma espera amarga, mas com alegria (Coiossenses 1.11; Tiago 5.7-10). Não como quem espera a noite, mas como quem espera a manhã. É a paciência que não perde a coragem nem a esperança.

BENIGNIDADE

Benignidade (gr. xpTlCTÓTrjç = chrestotes): não querer magoar ninguém, nem lhe provocar dor. “É a gentileza simpática ou doçura de gênio que deixa os outros à vontade e recua diante da idéia de causar dor’.

Benignidade pode ser vista como um misto de empatia, que é o estado de espírito no qual uma pessoa se identifica com outra, presumindo sentir o que esta está sentindo (I Pedro 3.8,9) e simpatia, que é o sentimento que faz que uma pessoa se contriste com os sofrimentos e infortúnios de outrem e exulte com as suas prosperidades e venturas (Romanos 15.1). Um exemplo bíblico da ausência desta virtude é Lameque (Gênesis 4.23,24). E o exemplo a ser seguido é o próprio Deus (Salmo 36.10; 86.15; 106.1; 107.1; 136.1; Jeremias 40.11;^ Romanos 2.4). Ele é benigno até mesmo com os ingratos e maus (Lucas 6.35). É a benignidade que nos leva a perdoar (Efésios 4.32). Uma ilustração viva desta virtude é o vinho que amadureceu e cuja aspereza e amargura foram retiradas – tornou-se excelente (chrestos) – Lucas 5.39. Jesus também se referiu ao seu jugo como sendo suave (chrestos) – Mateus 11.30. O cristão que tem o Espírito Santo dentro de si jamais pode sentir alegria ou satisfação vendo ou causando dor e sofrimento em outras pessoas.

BONDADE

Bondade (gr. áyaôcoovvri = agathosune): zelo pela verdade e pela retidão e repulsa ao mal; pode ser expressa em atos de bondade ou na repreensão e na correção do mal. “A bondade consiste em estimar e amar os outros para além do que eíes merecem” (Joseph Joubert),

Enquanto benignidade fala de uma qualidade do coração, bondade é uma qualidade de conduta e ação; demonstra uma generosidade de ação (Efésios 4.32), seguindo o exemplo de Deus (Salmo 106.1; 34.8). Cristo nos mostrou o valor de exercitar esta virtude na parábola do bom samaritano (Lucas 10.25-37).

Está ligada a justiça e verdade (Efésios 5.9) e Jesus a demonstrou em seu zelo no templo (Mateus 21.13), mas o homem benigno vai além da justiça e dá mais do que o outro merece visando o seu benefício e ajuda. É generosidade que brota de um coração benigno (Mateus 20.15).

A bondade tanto pode significar a disposição permanente de uma pessoa em não fazer o mal, de não ser prejudicial, como também pode significar a disposição permanente de uma pessoa em fazer o bem.

FIDELIDADE

Fidelidade (gr. níouq = písiis): lealdade constante e inabalável a alguém com quem estamos unidos por promessa, compromisso, fidedignidade e honestidade. “É a confiabilidade e fidedignidade que torna uma pessoa totalmente confiável e cuja palavra podemos aceitar completamente” (Wiliiam Barclay).

Podemos confiar totalmente em Deus, porque Ele é fiel. A Bíblia declara isto muitas vezes (I Coríntios 10.13; II Coríntios 1.18; I Tessalonicenses 5.24; II Tessalonicenses

3.3)    Fidelidade é um dos atributos mais destacados de Deus (Romanos 3.3; Salmo

36.5).

A Bíblia também declara a fidelidade de Cristo (II Timóteo 2.13), destacando-o como “a testemunha fiel” (Apocalipse 3.4) e aquele que é “fiel e verdadeiro” (Apocalipse 19.11).

Fidelidade, portanto, deve ser uma característica de todo cristão sincero. Sendo servos de Deus, devemos ser servos dignos de confiança. Jesus disse que o mordomo precisa ser fiel ao seu Senhor, para merecer a confiança de ser nomeado mordomo de toda a casa (Mateus 24.45). Disse também que precisa ser fiel nas coisas mínimas (Lucas

16.10)      . Paulo disse que os despenseíros precisam ser fiéis (I Coríntios 4.2). Pedro também destaca esta característica (i Pedro 1.20).

Para sermos fiéis a Deus, ele exige exclusividade (Josué 24.14,15; l Reis 18.21). Não se pode ser fiel a dois senhores (Lucas 16.13). Também é exigida a regularidade, pois não se pode ser fiel apenas algumas vezes, mas precisamos ser sempre achados fidedignos (Apocalipse 2.10).

A Bíblia promete a vitória como recompensa para aqueles que são fiéis (Apocalipse 2.10; 17.14).

MANSIDÃO

Mansidão (gr.                         = prautes): moderação, associada à força e a coragem;

descreve alguém que pode irar-se com justiça quando for necessário, e também humildemente submeter-se quando for preciso. Mansidão não se caracteriza como um espírito enfraquecido, que não reclama de nada, mas, sim, por um espírito suave, brando e que produz calma e tranqüilidade, sem perder a capacidade de reagir com justiça. A palavra é ilustrada por Platão com um cão de guarda, que revela hostilidade valente aos estranhos e amizade gentil para com os familiares da casa, aos quais conhece e ama. “Mansidão é suavidade, indulgência para com o fraco e errado, sofrimento paciente ao receber injúrias sem sentir um espírito de vingança e até equilíbrio em todas as paixões e temperamento, o completo oposto de raiva”.

Pode ser traduzida como suavidade, mansidão, doçura ou humildade. Cristo é o nosso maior exemplo, pois ele mesmo apresentou-se como professor nesta área (Mateus

  1. 28-30). A Bíblia o apresenta como o messias humildade, que foi profetizado (Mateus

21.5)   e o apóstolo Paulo destaca a sua humildade (II Coríntios 10.1).

Os mansos recebem o favor de Deus (Salmo 10.17; 76.9; 149.4; Provérbios 3.34) e terão o privilégio de ouvi-lo e gozar da sua intimidade (Isaías 29.19; Salmo 25.9; 147.6).

A Bíblia destaca a vida de alguns homens mansos. Moisés é apresentado como o mais manso da terra (Números 12.3). Podemos ver a humildade do apóstolo, Paulo nas cartas que escreveu. Nas primeiras cartas, ele descreve a si mesmo como “o menor dos apóstolos” (I Coríntios 15.9). Após alguns anos de ministério, ele apresenta-se como “o menor de todos os santos” (Efésios 3.8). E, ao final de sua carreira, apresenta- se como o principal dos pecadores (I Timóteo 1.15). Estes homens foram mansos, mas tiveram momentos de ira, provocada pelo zelo com as coisas espirituais: Jesus no Templo, com os cambistas (Marcos 11.15-17); Paulo com Pedro (Gálatas 2.11); Moisés aoldescer do Monte (Êxodo 32.19).

A Bíblia recomenda que devemos buscar a mansidão (Sofonias 2.3) e exercitá-la no trato com os irmãos (Efésios 4.2; Colossenses 3.12). Eía é a característica que precisa ser encontrada na família (I Pedro 3.4), nos que ensinam ou pregam (II Timóteo 2.25; I Pedro 3.15) e também nos que ouvem (Tiago 1.21), e no trato com os homens em gerai (Tito 3.2).

DOMÍNIO PRÓPRIO

Domínio próprio (gr. éyicpáTeia = egkrateia): o controle ou o domínio sobre nossos próprios desejos e paixões, inclusive a fidelidade aos votos conjugais e também a pureza. É traduzido por “moderação,” “temperança” ou “domínio próprio.” Sua essência está nas palavras do sábio Salomão: “Como a cidade derribada, que não tem muros, assim é o homem que não pode conter o seu espírito” (Provérbios 25.28). É a característica do cristão maduro, que, sendo dominado pelo Espírito Santo, não está sob o domínio dos seus desejos e vontades. Thayer a define como: “a virtude de alguém que domina seus desejos e paixões, especialmente seus apetites sensuais.” O Pr. Israel Belo assim explica:

“Quem tem domínio próprio se autodomina, Quem não tem é dominado por algo ou por alguém. Quem tem domínio não permite que sentimentos e desejos o controlem; antes, controla-os, não se permitindo dominar por atitudes, costumes e paixões

Esta é uma virtude necessária a todo cristão (Tito 1.8; II Pedro 1.6; Romanos 6.14). O homem no pecado está sob domínio e é levado a pecar (II Pedro 2.19). Mas os que estão sob o senhorio de Cristo, não vivem mais sobre o domínio do pecado (Gálatas 5.17; Romanos 6.14; Romanos 8.2), Devemos estar sob o domínio do Espírito Santo: mortificando os desejos do corpo (Romanos 8.13); e os nossos membros (Cl 3.5,8-9), compreendendo que este é um processo que continua enquanto crescemos diariamente (Colossenses 3.10-14), sabendo que não estamos sozinhos e que Deus está operando também em nós tanto a disposição interior quanto a ação de viver em linha com Sua vontade, que inclui a produção do Fruto do Espírito! (Filípenses 2.13).

A Bíblia recomenda termos domínio sobre todos os nossos desejos, quanto à bebida (Provérbios 23.29,30), à comida (Romanos 14.20), aos desejos sexuais (I Coríntios 6.18); domínio sobre a língua (Tiago 3.3,4) e do uso do tempo (Efésios 5.15,16).

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