Qual a sua visão sobre a morte?

Qual a sua visão sobre a morte?

Todos nós vivemos rodeados de notícias sobre morte e de forma pessoal através de morte na família, amigos ou colegas de trabalho. Além das notícias diárias via meios de comunicação, ainda mais agora na velocidade da internet onde todos nós estamos conectados. Notícias sobre morte sempre nos chamam atenção. Algo estranho não é mesmo? Não gostamos da morte, mas a morte nos chama a atenção.

Nossa vida na Terra é breve, temporária e passageira, mas, mesmo assim nunca nos acostumamos com o tema. Você sabe por quê? Simples, não fomos feitos para morrer. Deus nos fez para vida e, vida eterna. A morte é resultado do pecado original do homem. Deus permitiu que o homem experimentasse algo que ele mesmo escolheu e, através da morte despedimos da primeira parte da vida, – nesta fase -, escolhemos onde passaremos a segunda parte. Precisamos escolher se vamos querer passar a eternidade ao lado de Deus, no céu, ou afastado Dele, no inferno. Como você se sente sobre este assunto?

Na semana passada encarei a realidade da morte bem de perto; minha mãe, sem estar doente, faleceu aos 80 anos. Deixou saudades, mas ela fez uma escolha na primeira parte de sua vida, que a vai conduzir em paz por toda a eternidade na segunda fase; isto nos conforta e traz a esperança do reencontro. Você está preparado para enfrentar de forma pessoal a realidade da morte? Como você lida com esta questão? O sábio Salomão escreveu: “Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito debaixo do céu: ‘Tempo de nascer e tempo de morrer, tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou’” – Eclesiastes 3.1 e 2.

A visão bíblica da morte é a seguinte:

1. A morte é a liberação final para a salvação. A salvação completa não é experimentada toda de uma só vez. Cristo morreu pelas ovelhas — tempo passado. Ele vive pelas ovelhas — tempo presente. Jesus está vindo para as ovelhas — tempo futuro. Quando o homem caiu, a queda foi completa. Seu espírito morreu imediatamente. Sua alma se degenerou progressivamente. Seu corpo morreu no final. A redenção segue a mesma ordem. Os eleitos são justificados imediatamente, santificados progressivamente e glorificados no final.

2. Morte não é cessação, mas separação da existência. O cristão passa do tempo para a eternidade. O cristão falecido não se torna inferior a uma pessoa quando ele morre: “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada… E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.18,23). O corpo redimido vai à finalização ou perfeição do que Deus o Espírito Santo começou na regeneração.

3. A morte é o tratamento perfeito para todas as doenças espirituais e físicas. Não é a morte da pessoa, mas é a morte dos pecados da pessoa. A morte entrou pelo pecado, e o pecado sai pela morte. Enquanto os cristãos estão na carne eles experimentam renovação interna e declínio externo (II Coríntios 4.8-18). Quando os sofrimentos são comparados com a glória eterna, eles consideram os mesmos como nada (II Timóteo 2.12; Romanos 8.17).

4. A morte deveria ser vista como descanso do pecado, tristeza, aflições, tentações, deserções, irritações, oposições e perseguições (Apocalipse 14.13; Romanos 5.3-5; 2 Coríntios 4.7-12). Os redimidos não são vasos de mérito, mas vasos de misericórdia. O barro não é colocado na roda da providência e deixado sem mudança. O cristão deve remir o tempo, pois os dias são maus (Efésios 5.16). Isso faz o descanso celestial do cristão ainda mais maravilhoso.

5. A morte deveria ser vista com a certeza de se ter uma escolta ilustre para escoltar o cristão (Lucas 16.22), seguindo seu caminho através do vale da SOMBRA da morte: “Ainda que eu ande pela sombra da morte (trevas profundas), não temerei mal algum”. A escuridão pode ser intensa, mas ela é apenas uma sombra. O cristão não teme mal algum, pois “Tu (seu Pastor) estás comigo”. Leia todo o Salmo 23.

6. O cristão olha para a morte como uma partida da imperfeição para a perfeição (II Timóteo 4.6). Paulo viveu uma vida espiritual progressiva. Ela não foi ausente de dificuldade, perseguição e sofrimento. Contudo, essa vida estava em preparação para a morte, pois ele aguardava a experiência com confiança alegre e expectativa esperançosa.

Da mesma forma que você se prepara para viver espiritualmente, sua vida na Terra também precisa se preparar para morrer. Não quero ser fatalista, pois o que mais temos de real nesta vida, é que em breve todos nós vamos morrer. Você não precisa viver pensando na morte, mas não se esqueça que um dia vai morrer, e que deve pensar e se preparar para ela.

Pense bem nisto!

:: Pr. Carlito Paes

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