Oração, Arrependimento e Avivamento

Como cristãos que somos, devemos constantemente, buscar crescer no conhecimento de Cristo e sermos seus imitadores. O apóstolo Pedro escreveu em sua segunda carta: “Antes, crescei na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”.(2 Pedro 3:18). É no conhecimento de Cristo e na compreensão da verdade que todo cristão autêntico precisa se empenhar, mas para que isso aconteça precisamos ter fome e sede dessa Verdade que é o próprio Senhor Jesus. O profeta Isaías nos adverte fortemente: “Buscai o Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”(Isaías 55: 6). Segundo o profeta, para que o povo de Deus experimente um grande avivamento geral, é necessário buscar antes de tudo, um avivamento pessoal. Precisamos nos deixar ser encontrados por Deus que deseja aprofundar o seu convívio conosco.

Deus busca relacionamento de intimidade com seus filhos, e um dos requisitos para que isso aconteça, é que tenhamos uma profunda convicção do nosso pecado, pois este “faz separação entre nós e o nosso Deus”. Vivemos em meio a uma geração doentia, materialista, egoísta que nada mais vê além de si mesmo. Nossa geração de cristãos está enfraquecida e debilitada espiritualmente. Falta verdade, falta autenticidade, falta coração quebrantado e rendido a Deus! Faltam amor e paixão pelos que estão se perdendo e caminhando para o inferno. É hora de olharmos para dentro de nós mesmos e examinar o real estado dos nossos corações e gritar: “Ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios…” (Isaías 6:5). John Wesley afirmou: “Se eu tivesse cem homens que a ninguém temessem senão a Deus, que a nada odiassem a não ser o pecado, e que tivessem a disposição de nada saber entre os homens a não ser Jesus e este crucificado, eu poria fogo no mundo”.

É urgente que comecemos a confessar os nossos pecados em rendição e consagração ao Senhor. O pecado nos ilude, para que pensemos que conhecemos e amamos ao Senhor, quando na realidade estamos distantes Dele, num relacionamento superficial e religioso. O convite do profeta Isaías aos nossos corações é de mudança radical: “Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta-se ao Senhor, que se compadecerá dele, e volte-se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar” (Is 55: 7). Vamos nos desapegar das coisas passageiras deste mundo e nos desvencilhar de toda lepra do pecado, vamos lançar fora todos os ídolos do coração e toda impureza, e clamemos ao Senhor, para que o vento do Espírito sopre sobre nós o genuíno avivamento que Deus deseja derramar nestes últimos dias.

Charles Spurgeon escreveu que “quando a igreja está cheia de pessoas vazias, é hora de o avivamento ser buscado”. Nossos corações precisam ser

inflamados, precisamos de uma intervenção poderosa de Deus em nossas vidas, famílias, cidade e nação. Alguém disse que, para que o fogo do Espírito seja ateado em nós como igreja, “é

preciso ser como o graveto seco, porque quando o fogo pega no graveto seco, até a lenha verde começa a arder”. É impossível experimentar o verdadeiro avivamento, sem uma vida constante de oração, movida por quebrantamento, choro e arrependimento de pecados. Em todos os lugares onde houve um avivamento e um grande mover do Espírito na história do cristianismo, tudo foi movido por fervorosas reuniões de oração. No início do século XVIII, a comunidade Morávia de Herrnhut – Saxonia, foi iniciada uma vigília de oração, que durou por mais de 100 anos. Jovens, homens e mulheres se revezavam num relógio de oração, a cada hora. Eles eram movidos por um amor e uma paixão tão profunda por Deus, que o que mais desejavam era estar na presença de Deus em oração. Houve na época uma explosão de evangelismo, conhecido como o Despertar da Inglaterra e da América, como resultado da oração incessante dos irmãos Morávios. Multidões eram quebrantadas pelo poder do Espírito Santo e se rendiam humildemente chorando, se arrependendo dos seus pecados e confessando o senhorio de Jesus Cristo em suas vidas.

Não podemos viver da história do passado e nos contentarmos, mas precisamos escrever a nossa própria história e viver um novo mover de Deus no início deste século. Nosso sonho é ganhar 5% da cidade de Londrina para Jesus, e para que isso se torne realidade, temos que clamar com o coração em chamas, como o pregador escocês John knox, no século XVI: “Ó Deus, dá-me a Escócia ou morrerei”.

Rev. Osni Ferreira

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