O LÍDER E SUA FAMÍLIA

Introdução


Jesus perguntou que vantagem haveria em ganhar o mundo e
perder a alma. Paralelamente, perguntariamos: Que vantagem haveria em ganhar o mundo e perder sua família?
I. O Líder
Os níveis de sucesso em ascensão:
Nível 1- Ser pessoa competente
Nível 2 – Trabalhar como membro do time
Nível 3 – Administrador competente
Nível 4 – Criar compromisso com uma visão clara
Nível 5 – Caraterizado por humildade e vontade de ferro Mark Keibovich (The New Imperialistas) escreveu biografias dos homens mais bem sucedidos da década. P.K.D. Lee diz, O que me chamou a atenção foi que para alcançar sucesso, não é necessário ser cristão ou seguir valores cristãos. Mas para edificar um movimento, mudar uma organização e torná-la importante, para transformar pessoas, precisa do nivel cinco. A.W. Tozer: “O que você crê acerca de Deus é o fato mais importante na descrição de sua pessoa”.
B. Crises de líderes cristãos envolvem principalmente suas famílias
1. No Brazil –
2. Nos EUA – Pesquiza do Instituto de Crescimento da Igreja de
Fuller Seminary na Califórnia
a. 80% crê que o exercício do ministéiro tem emprobrecido
sua vida familiar. David Hansen, A Arte de Pastorear,
mostra no capítulo 4, “A Tentação” como a família pode
ficar prejudicada pela ambição do pai que quer subir as
escadas.
b. 70% tem um auto-estima mais baixo hoje do que quando
começaram o ministério. Devemos notar que mais de
metade dos pastores não acham que são líderes e nem
aspiram ser.
c. 37% estiveram envolvido em uma aventura sexual ilícita
com membros de sua igreja.
d. 40% pensam seriamente em desistir do ministério. 2
e. 40% tiveram um conflito sério com um membro ou grupo
da sua igreja no último mês.
Mark Powell, “Se você não ama Jesus, logo descobrirás que
ser pastor ou líder da igreja não é um emprego muito bom.
Será desgastado com trabalho, salário baixo, estressado e
pouco apreciado. Mas, se ama a Jesus, descobrirá que é o
emprego mais empolgante no mundo”(na revista Christianity
Today, 10 de júlio, 2000).

3. Divórcios e recasamentos – compare a diferença entre os
casamentos dos anos 50 e agora segundo Sorokin.
4. Crises nas famílias de pastores e líderes
II. O Líder e Sua Mulher

A. Haustalfen – regras da casa de Deus.
1. A esposa se submete ao seu marido como ao Senhor e
respeita-o –sem submissão, não será possível que o líder
lidere– Ef 5:22-24; Cl 3.18; 1 Pe 3.1-6

2. O marido ama sua esposa como Cristo amou a Igreja – Ef 5. 25-33; Cl 3.19; e deve tratá-la com honra- 1 Pe 3.7.
3. C.S. Lewis em seu livro, Os Quatro Amores, aclarea bem o que acontece no casamento.

a. O casal se apaixona com amor eros, “amor de necessidade”.
b. Se conseguir transformar este amor em philos, “amor de amizade” terá dado um grande passo.
c. Mas a Palavra exige agape, o amor de Deus, amor que visa o bem do amado.
d. O termo storge (amor instintivo de familiares. Cf astorge – sem amor para a família- 2 tm 3.3NVI) não
aparece no NT.
B. Observações (comp. Conflitos da Vida de Larry Coy)
1. Sabedoria no convívio para produzir harmonia – 1 Pe 3.7
“para que as orações não sejam impedidas”.
a. Entregar direitos – mansidão; “Sujeitem-se uns aos outros por temor a Cristo”.
b. Comunicação – respeitar as opiniões do cônjuge. Minha atitude em relação às decisões do dia a dia dela afeta a
atitude dela quanto às decisões importantes que tomo.
1) Ela conhece e apoia meus alvos?
2) Estou comunicando segurança e estabilidade a ela e
aos filhos?
3) Empatia e simpatia. Se ela fala algo que me irrita,
permita que ela ou ela fale mais. Escute com cuidado
e sem hostilidade.
4) As vezes a esposa somente quer ser ouvida, não
buscando necessariamente conselhos e soluções.
5) Aprenda a carregar as cargas dela (Gl 6.2).
6) Mostra compaixão e ternura. Marido dogmático e grosseiro não cria intimidade nem respeito.
7) Lembrar que a liderança depende de cooperação.
8) Alvo de abençoar – para que a nova geração possa receber a benção – Dt 4.9,10; 6.4-11.
9) Brigar com inteligência (Charlie Shedd)
a) Quando o casal concorda que é hora de brigar.
b) Rebaixar a voz sempre- cuidar de não usar palavras que ferem.
c) Escolher armas que não ferem – espada de borracha.
d) Continuar a briga somente enquanto há interesse dos dois lados.
e) Engavetar para continuar quando os dois querem.
10) Notar uma atitude negativa da esposa.
a) Ela não é número um.
b) Não se nota o esforço que ela mostra para agradar o marido.
c) Comparação desfavorável com um outra mulher.
d) Não tomar as rédeas da liderança espiritual.
e) Mostrar desprezo pelas opiniões dela.
f) Não coopera na disciplina das crianças.
g) Expressão de críticas em público e em privado.
11) A absoluta necessidade de perdoar tudo como Cristo nos perdoa e se esforçar para não da ocasião
para o côjuge peque mais. – Ef 4.32-5.1,20 Tertuliano fala sobre o casamento: “Quando a carne é uma, um
também é o espírito. Juntos marido e mulher oram, juntos jejuam,
mutuamente se exortam, ensinam e se sustentam. Igualmente se encontram na igreja de Deus, igualmente no banquete de Deus, iguais nas perseguições e no refrigério. Nenhum esconde nada do outro, nem fica pesado para o outro. Entre os dois há eco de salmos e hinos enquanto mutuamente desafiam a cada um para saber qual cantará
melhor ao Senhor”.
Lutero: “O lar é a melhor escola para o desenvolvimento do caráter.
Virtudes tem suas exemplificações mais prontas.”
Cromwell para Bridget sua filha: “Caro coração, não permita que teu amor para teu marido esfrie, dalgum modo, teu amor para Cristo. Aquilo que mais atrai o amor no esposo é a imagem de Cristo nele”.
III. O Líder e Sua Família
A. Muitos pais dão aos filhos todos os presentes que se possa
imaginar, menos aquele que mais eles procuram: uma boa
razão para viver. A psicologia confirma: os pais são os que
mais influenciam os filhos.
B. Paulo ensina que há duas obrigações principais para os filhos centrais em relação aos seus pais.
1) Os filhos devem obedecer os pais – tem de serem ensinados – Ef 6.1,2; Cl 3.20.
2) Os filhos devem respeitar seus pais e honrá-los – Ef 6.2,3
Ann Graham falou numa entrevista na TV (Early Morning Show com Jane Clayson) que pergntou como é que Deus teria permitido acontecer algo tão horroroso no dia 11 de setembro.
Resposta:
Eu creio que Deus ficou profundamente triste com o que aconteceu, tanto quanto nós. Por muitos anos temos dito par Adue náo interferir na nossas escolhas, sair do nosso governo e sair das nossas vidas.
Sendo um cavalheiro como Deus é, eu creio que ele nos deixou calmamente.
Alguém disse que seria melhor não ler mais a Bíblia nas escolas.

A Bíblia que nos ensina que náo devemos matar, roubar e devemos amar o nosso próximo como a nós mesmos. E nós concordamos com esse alguém.
Logo depois, o Dr. Benjamin Spock disse que não deveríamos bater nos nossos filhos quando eles se comportassem mal, por as suas personalidades em formação ficariam distorcidas e poderíamos prejudicar sua auto-estima.
(o filho dele se suicidou) e nós dissemos, Üm perito como ele nesse assunto deve saber o que está a dizer”. Então concordamos com ele.
Depois, alguém disse que os professores e diretores das escolas não deveriam disciplinar os nossos filhos quando se comportassem mal.
Então foi decidido que nenhum professor poderia tocar nos alunos (Há diferença entre tocar e disciplinar).
Aí, alguém sugeriu que deveríamos deixar que as nossas filhas fizessem um aborto, se elas assim o quisessem. E nós aceitamos sem ao menos questionar.
Então foi dito que deveríamos dar aos nossos filhos tantos
preservativos quantos eles quisessem, para que eles pudessem se divertir à vontade.
Então alguém sugeriu que imprimíssemos revistas como fotografias de mulheres nuas, e disséssemos que isto é uma coisa sadia e é uma apreciação natural do corpo feminino.
Depois uma outra pessoa levou isso um passo mais adiante, e publicou fotografias de crianças nuas, e foi mais além ainda, colocando as a disposição da internet. E nós dissemos, está bem, isto é democracia, e els têm de ter liberdade de se expressar e fazer isso”. Agora nos perguntamo-nos porque é que os nosso filhos ão têm consciência e porque é que não sabem distinguir entre o Bem e o Mal, entre o Certo e o Errado, porque é que não lhes incomoda matar
pessoas estranhas ou seus próprios colegas de classe ou a si próprios. Provavelmente, se nós analisarmos seriamente, iremos facilmente compreender.
C. A responsabilidade dos pais – Ef 6.4
1) Não provocar os filhos à ira. Evitar ira permanente, traumas desnecessárias, apatia que resulta de
negativismo. Em alguns casos de ira submersa e suprimida, os filhos vivem as distorções provocadas por
cicatrizes de toda espécie psicológicas e espirituais.
2) Não criar o sentimento de abandono –ausência dos pais ou do pai.
3) Criar os filhos na disciplina e admoestação do Senhor – Ef. 6.4
a) Criar (ektrephete) nutrir, cuidar (Ef 5.29).
b) Cuidar de formar o filho e não apenas informar (2 Tm 3.14-17). Para influenciar (educar- paideuein) filhos, os
pais tem que se arriscar em três postulados:

1. Que Deus está bem perto; 2.Que Deus ama e cuida deles
pessoalmente e 3. Que a paz, significado e propósito da
vida vêm na medida que descobrimos a vontade de
Deus e a fazemos.
c) A disciplina de um coração para com Deus envolve amor (espiritual), vontade, emoções, ética, intelecto.
Jesus convidou os curiosos a tomarem sobre si o seu jugo e aprender dele (Mt 11.28-30). D. Bonhoeffer: “As exigências de Cristo são difíceis, inexpressivelmente difíceis, para os que resistem. Mas para os que se
submetem, o seu jugo é fácil e seu fardo leve”.
d) É impossível ensinar disciplina sem praticá-la. A vontade submissa a vontade de Deus deve mostrar a
prioridade que põe Deus acima de todo outro valor (Lc 22.42).
4) Admoestação (nouthesia), exortação e encorajamento.
a) “O temor do Senhor é o princípio de sabedoria”- Sl 111.10.
b) Advertência forma integridade e independência espiritual, a habilidade para viver segundo as
convicções e assim escapar o grande perigo de filhos que aprendem sempre sem “jamais poderem chegar ao
conhecimento da verdade” – 2 Tm 3.7
c) O maior presente que o pai pode dar para seu filho é amar sua mãe.

Conclusão
Deus nos dá um quarto da vida do filho para influenciá-lo para Deus. Creio que é impossível moldar o filho para Deus sem ter um  coração voltado para Deus. O líder deve guardar o primeiro e o segundo mandamentos.
O lar e a igreja devem ser o berço em que se molda a personalidade e valores que acompanharão a criança pela vida toda. Incluir uma excelente escola evangélica (exs. PACA, Kerugma etc), completaria o triângulo da formação do filho na imagem de Cristo (até o possível).

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