ESTRATÉGIAS E TÁTICAS DE MULTIPLICAÇÃO

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Estratégia, segundo Mintzberg, trata-se da forma de pensar no futuro, integrada no processo decisório, com base em um procedimento formalizado e articulador de resultados. A palavra vem do grego antigo stratègós (de stratos, “exército”, e ago, “liderança” ou “comando” tendo significado inicialmente “a arte do general”) e designava o comandante militar, à época de democracia ateniense.

Tática (do grego taktiké ou téchne; arte de manobrar [tropas]) é qualquer elemento componente de uma estratégia, com a finalidade de se atingir a meta desejada num empreendimento qualquer. Enquanto estratégia busca visão “macro”, de conjunto ou, por assim dizer, sistêmica, relativa ao empreendimento, tática ocupa-se de visão “micro”, no sentido de elementar ou particular em relação ao todo.

“Estratégia sem tática é o caminho mais lento para a vitória. Tática sem estratégia é o ruído antes da derrota.”- Sun TzuA Arte da Guerra.

INTRODUÇÃO: Alguns passos da liderança de Neemias sobre a importância do planejamento, que se aplicam perfeitamente no contexto da liderança de célula. Essas são medidas a serem tomadas diante do desafio da multiplicação planejada.

Lc. 14. 28, 31 “Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro parta calcular a despesa e verificar se tem os meios para concluir? Ou qual é rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?”

  1. IDENTIFICOU O PROBLEMA. O primeiro passo, de Neemias, foi perguntar qual era a situação dos judeus e dos muros em volta de Jerusalém. Quando soube qual era a situação, ele chorou. Saber qual é o problema é o primeiro passo para resolvê-lo; se não sabemos qual é o problema não iremos saber como resolvê-lo. Identifique nas células os problemas e resolva-os para que as células se multipliquem.
  2. ELE IDENTIFICOU-SE COM O PROBLEMA. Neemias assumiu o problema como sendo seu. O problema agora não era mais um problema do povo; tornou-se o seu problema pessoal. Era o seu fardo interior, o que ardia em sua alma. A multiplicação deve ser a causa que arde na alma de todos os membros; a sua carga interior.
  3. PASSOU UM TEMPO EM ORAÇÃO. Quando soube dos fatos, Neemias colocou-se de joelhos em oração. Confessou o seu erro e de seu povo. Intercedeu pelo povo e então pediu o favor de Deus. Provavelmente foi neste tempo de oração que Deus lhe deu a visão para reconstruir os muros. A oração é o combustível da visão; é a fórmula que leva Deus a operar.
  4. ELE CONVOCOU AS PESSOAS CERTAS. Em qualquer empreendimento que envolva liderança as pessoas podem promover ou destruir qualquer proposta. Além do rei, (Ne. 2.4-5) Neemias se aproximou de outras pessoas importantes que ele levou consigo na jornada. Como líderes, temos que ter a visão de águia e encontrar líderes em potencial; aqueles que fazem a diferença na frutificação.
  5. ELE AVALIOU A SITUAÇÃO. Quando chegou a Jerusalém Neemias ficou frente a frente com o desafio que estava encarando. Saiu a noite analisando pessoalmente os danos, e planejando sem a interferência de outras pessoas desacreditadas. Para multiplicar temos que ter “a mão no pulso”; avaliar os detalhes e estratégias que são necessárias.
  6. ELE PASSOU A VISÃO PARA TODO O POVO. Neemias procurou os sacerdotes, os nobres da terra, os oficiais e todo o povo que fez a obra e compartilhou sua visão de reconstruir o muro e as implicações espirituais do projeto. Ele soube passar a visão para todo o povo. A visão é fruto da repetição dos detalhes, de reuniões, de comunhões e etc. todos devem repassar bem e repetir a visão (Hc. 2.14).
  7. ENCORAJOU-OS COM OS SUCESSOS DO PASSADO. Ele mostrou ao povo o que Deus já havia feito por eles. Diante de uma tarefa tão importante como aquela, ele sabia que precisaria encorajar o povo que estava completamente desacreditado. Vejamos o que ele disse em Ne. 2.18. Temos que mostrar aos nossos discípulos o que Deus tem feito na história de nossa igreja, aonde já chegamos, as multiplicações que já aconteceram.
  8. ELE LEVOU O POVO A UMA DECISÃO DE FAZER A TAREFA. O povo respondeu positivamente. Eles disseram: “Disponhamo-nos e edifiquemos”. E fortaleceram as mãos para a boa obra. O povo aceitou a idéia; estavam dispostos a se dedicarem a liderança de Neemias e a sua visão. (Ne. 2.18). Na visão não basta cobrar, temos que motivar e assumir o desafio de conquistar as pessoas ao invés de falar que elas não querem nada.
  9. ORGANIZOU O POVO E O COLOCOU PARA TRABALHAR. Eles não começaram a trabalhar de qualquer jeito. Neemias as organizou por famílias e as colocou para fazerem a obra de acordo com a ordem de prioridades que ele estabeleceu antecipadamente. Tudo começou com os portões da cidade. Esse é o papel dos níveis de liderança, de líderes de célula a supervisores, cada um tem o seu papel no processo da multiplicação.

CONCLUSÃO: Foi exigido muito trabalho de todo o povo para que realizassem a visão. Neemias foi um grande líder do povo, mas sem um planejamento cuidadoso o muro nunca teria sido reconstruído. A multiplicação tem que ser muito bem planejada para que elas aconteçam nas datas e prazos estabelecidos.

 

 

 

 

Sejam edificados – 

Pr Andre Henrique Torres Ribeiro

 

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