Escola de Discípulos Lição 1 – A Criação e queda do Homem

Lição 1

O HOMEM – A COROA DA CRIAÇÃO

Os dois primeiros capítulos de gênesis falam da obra da criação. De como Deus criou o homem a sua imagem e o pôs como coroa de toda a criação. O homem foi criado de uma forma especial e antes do pecado desfrutava de uma condição sublime.

Assim como Deus é um ser triúno (Pai, Filho e Espírito Santo Mt 28:19) o homem também foi criado espírito, alma e corpo (I Ts 5:23 – Hb 4:12). Deus formou o corpo do homem do pó da terra e soprou sobre ele o fôlego da vida (espírito)(Gn 2:27) e o homem tornou-se alma vivente   (Gn 2:7). O homem foi criado reto (Ec 7:29), como imagem de Deus refletia sua santidade e justiça (Gn 1:27), seus atos eram absolutamente puros. Não havia pecado (Rm 5:12), o homem era inocente (Gn 2:25), o homem tinha livre acesso à presença de Deus e Deus lhe falava (Gn 1:28) visitava (Gn 3:8-9). Eram amigos.

O ser humano foi criado eterno (Ec 3:11), o homem possuía grande capacidade física       (Gn 2:25), intelectual (Gn 2:20), longevidade (Gn 5:5). O Senhor revestiu o homem de autoridade e lhe deu poder para dominar sobre toda a criação (Gn 1:26). Deus também lhe deu domínio sobre o mundo espiritual e sobre satanás. Quando Deus lhe ordena guardar o Éden (Gn 2:15), certamente satanás era o único perigo presente. O homem era próspero, tinha plena abundância (física, emocional, espiritual) (Gn 1:29-30). Além de tudo isso o homem possuía o livre arbítrio. Deus o criou inteligente e livre, ele poderia escolher e determinar seu próprio caminho, por isso responderia por suas decisões. Deus queria ser amado e não apenas obedecido. A grande condição para que o homem preservasse seu estado original  de benção seria a sua submissão completa e voluntária a Deus (Gn 2:16-17).

A QUEDA DO HOMEM E SUAS CONSEQÜÊNCIAS

O ser humano escolheu o pecado. Rebelando-se contra a autoridade de Deus ele optou pelo autogoverno (Is 1:2), comendo o fruto proibido (Gn 3:1-6). Ao quebrar uma ordem de Deus        (Gn 2:17), o homem decidiu desobedecer a Deus, é essa atitude de rebelião e independência que a Bíblia chama de pecado.

Como conseqüência o homem perdeu sua inocência (Gn 3:11), adquiriu medo de Deus    (Gn 3:8), os sofrimentos da mulher foram multiplicados (Gn 3:16), o homem perdeu a provisão de Deus e toda a terra tornou-se maldita por sua causa (Gn 3:17-18), além disso ele foi expulso do jardim do Éden (Gn 3:23-24).

MORTE ESPIRITUAL: Deus havia deixado claro que a desobediência traria morte (Gn 2:17). Adão e Eva não morreram fisicamente no dia em que pecaram, mas espiritualmente sim. No exato momento em que comeram o fruto proibido, eles perderam a vida com Deus. Essa morte significa uma separação, uma ruptura da comunhão com Deus (Ef 2:1-5).

MORTE ETERNA: Pior que viver longe de Deus nessa Terra, o homem passou a caminhar para a morte eterna, uma terrível e definitiva separação de Deus que perdurará por toda a eternidade. As descrições bíblicas dessa realidade enfrentada por todos os que partem dessa vida sob a maldição do pecado é assustadora. O inferno (Mc 9:43), o lago de fogo ou a segunda morte (Ap 20: 14-15) são expressões diferentes que definem a mesma verdade. Uma eternidade em angústia, dor, desespero, longe da presença de Deus.

Quando pecou, o homem entregou sua autoridade a satanás (II Cor 4:4; Mt 4:8-9) o homem passou a ser escravo do pecado (Jo 8:34; Rm 6:16), pecador por natureza e por conduta (Rm 3:23; Rm 5:12), o caos se estabeleceu em toda a criação (Rm 8:20). Adão perdeu a glória de Deus e gerou filhos nesta condição (Gn 5:3), a partir daí todos os homens nasceram debaixo da maldição do pecado (Rm 3:10).

A PROMESSA DE SALVAÇÃO

Deus não abandonou o homem no pecado, ao encontrá-lo caído no Éden, o Senhor trouxe a sentença pelos seus atos, mas prometeu ferir satanás através de um descendente seu (Gn 3:15) Quando o Senhor tirou as folhas de figueira e cobriu a nudez do homem com a pele de um animal (Gn 3:7 a 21), um sangue foi derramado no Éden apontando para uma salvação que viria. Por isso Jesus é chamado de “O Cordeiro que foi Morto desde a Fundação do Mundo” (Ap 13:8) No coração de Deus a morte de seu filho já estava decidida.

Mesmo antes da lei de Moisés, os homens que se relacionaram com Deus creram na promessa do Salvador e mostraram sua fé e quebrantamento através do derramamento de sangue. Abel (Gn 4:4); Noé (Gn 8:20); e Abraão (Gn 15:8,10) são alguns exemplos. Depois a lei mosaica estabeleceu o sacrifício de animais como uma obrigação religiosa que apontava para um sacrifício maior. Deus estava assim prefigurando a obra de Cristo. O sangue de seu Filho seria um dia derramado por todos os pecadores.

Leitura sugerida:

O homem em três dimensões – Kenneth Hagin

Salvo de quê? Compreendendo o significado da salvação – R. C. Sproul

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