Atos dos Apóstolos – Estudo SPG

Atos dos Apóstolos

 

Tema. O livro de Atos contém a história do estabelecimento e desenvolvimento da igreja cristã, e da proclamação do evangelho ao mundo então conhecido, de acordo com o mandamento de Cristo e pelo poder de seu Espírito. É o relato do ministério de Cristo continuado por seus servos. Leon Tucker sugere as seguintes palavras chave: ascensão, descida e expansão. A ascensão de Cristo é seguida pela descida do Espírito Santo, que, por sua vez, é seguida pela expansão do evangelho.

Autor. Lucas. Chegamos a essa conclusão considerando a dedicatória do livro a Teófilo (1.1; cp. Lc 1.3), a referência a um livro anterior (1.1), o estilo, o fato de o autor ter sido companheiro de Paulo, como indicam determinadas partes do livro escritas na primeira pessoa (16.10), e por ter ele acompanhado Paulo até Roma (27.1; cp. Cl 4.14; Fm 24; 2Tm 4.11). Os autores antigos confirmam esse fato.

A quem foi dirigido. Atos foi escrito particularmente a Teófilo, cristão de família nobre, mas, de um modo geral, a toda a Igreja.

Conteúdo

I. A igreja de Jerusalém (1.1-8.4)

II. O período de transição: a igreja da Palestina e da Síria (8.5-12.23)

III. A igreja dos gentios (12.24-21.17)

IV Cenas finais da vida de Paulo (21.18-28.31)

 

  1. I.              A Igreja de Jerusalém (caps. 1.1-8.4)

1. Introdução (cap. 1)

2. O derramamento do Espírito Santo (2.1-13)

3. O sermão de Pedro e seus resultados (2.14-47)

4. A cura de um aleijado e o sermão de Pedro (3.1-26)

5. Pedro e João perante o concílio (4.1-22)

6. A primeira reunião de oração (4.23-31)

7. A consagração da igreja primitiva (4.32-37)

8. O pecado de Ananias e Safira (5.1-16)

9. A prisão de Pedro e João (5.17-42)

10. A primeira dificuldade da igreja primitiva e sua solução (6.1-7)

11. O ministério de Estevão (6.8-15)

12. O discurso de Estevão perante o Sinédrio (cap. 7)

13. A primeira perseguição da Igreja (8.1-4)

O livro de Atos começa, realmente, com o capítulo 2, que descreve o derramamento do Espírito Santo e o início da Igreja. O capítulo 1 é simplesmente uma introdução e descreve os fatos que conduzem ao grande acontecimento do dia de Pentecoste.

A que passagem bíblica se refere o autor em 1:1? O que diz a respeito de Jesus no mesmo versículo? O que é mencionado primeiro:

“fazer” ou “ensinar”? Quando Jesus deu instruções aos apóstolos por meio do Espírito Santo? (v. 2; cp. Mt 28.16-20; Mc 16.14-20; Lc 24.44-53; Jo 20.19-23). Mencione uma das “provas indiscutíveis” (v. 3) da ressurreição de Cristo (Lc 24.39-43). Que ordem foi dada então? (v. 4). Quando o Pai prometeu o Espírito Santo? ai 2.28). Quando Jesus o prometeu? ao 14.16,17; 15.26; 16.7-15). Jesus mencionou o dia exato em que o Espírito Santo seria derramado? (v. 5). Por que não? (cp. Mc 13.37). Que pergunta fizeram os discípulos nessa ocasião? (v. 6). O reino havia sido tirado de Israel? (Mt 21.43). Jesus respondeu diretamente àquela pergunta? O reino de Israel será restaurado? (Rm 11.25-27). Quando? (Mt 23.39; Lc 21.24; Rm 11.25; At 3.19,20; Zc 12.10). O que deve suceder antes desse acontecimento? (At 1.8; 15.14; Rm 11.25). Onde devia começar e terminar o ministério dos apóstolos? (1.8). Em que cidade começa o livro de Atos? Em qual termina? Que outro versículo deve ser citado com o último mencionado? (Zc 4.6). Que sucedeu depois de Jesus ter dado suas instruções aos apóstolos? De que montanha Jesus ascendeu? (v. 12). Em que montanha descerá na segunda vinda? (Zc 14.4). Que grupo de pessoas é mencionado no versículo 13? Quem é mencionado primeiro? Por quê? Que outros grupos são mencionados no versículo 14? Houve um tempo em que os irmãos de Jesus não creram nele? ao 7.5). Quem falou em nome dos apóstolos? (v. 15). Quantos discípulos se reuniram naquela ocasião? Que partes do AT Pedro cita com relação a Judas? (SI 69.25; 109.8).

Parece que há uma contradição entre Atos 1.18 e Mateus 27.5, mas a conclusão lógica tirada da comparação dos dois versículos é a de que Judas se enforcou e depois caiu na terra. Exemplifiquemos com o caso de alguém que comete suicídio. Digamos que a pessoa dê um tiro na cabeça na janela do quarto andar de um prédio. Um repórter pode descrever o acontecimento todo; outro, apenas o tiro; um terceiro, apenas a queda da janela. Os três estão certos.

Por que Pedro se preocupava em que o número dos apóstolos permanecesse completo? (Mt 19.28; Ap 21.14). Quais são as duas qualidades necessárias ao apostolado? (v. 21,23).

As duas qualidades do apostolado eram: que tivesse andado com o Senhor durante seu ministério terrestre e que o tivesse visto depois da ressurreição. Muitas vezes se discute se Matias foi divinamente escolhido como apóstolo, ou se foi Paulo o duodécimo apóstolo. A opinião do autor é que Matias foi o duodécimo apóstolo. Embora tenha sido um apóstolo que viu Jesus e foi devidamente nomeado para o seu posto, Paulo não possuía a primeira qualidade, a de ter andado com o Senhor durante seu ministério terrestre. Não possuía esse relacionamento peculiar com Jesus que os doze tiveram (v. Jo 15.27).

Chegamos agora aos acontecimentos do dia de Pentecoste. A morte e ressurreição de Cristo e o derramamento do Espírito Santo representam a realização dos tipos de três festas que se seguiam em sucessão uma à outra, a saber: a Páscoa (Lv 23.5), a festa dos Primeiros Frutos, ou das Primícias (Lv 23.10-14) e a festa de Pentecoste (Lv 23.15-21). A Páscoa simbolizava a morte expiatória de Cristo. Depois da Páscoa, celebrava-se a festa dos Primeiros Frutos, quando um feixe do primeiro cereal da colheita era movi- . do perante o Senhor. Essa cerimônia era símbolo da ressurreição de Cristo como “as primícias dentre aqueles que dormiram” (l Co 15.20). A partir dessa festa, contavam-se cinqüenta dias e, no último, celebrava-se a festa de Pentecoste – daí o nome: “pentecoste” significa “cinqüenta”. Nessa festa, dois pães – os primeiros pães da colheita de trigo – eram movidos diante do Senhor. Isso, por sua vez, era símbolo da consagração dos primeiros membros da Igreja.

O Espírito Santo inspirou pessoas nos tempos do AT e deu poder a elas? (Nm 11.26; 15m 10.6; SI 51.11; Mq 3.8). O povo ficou cheio do Espírito Santo antes da morte de Cristo? (Lc 1.15,41,67; cp. Jo 7.39). Qual foi, então, a diferença entre a concessão do Espírito Santo nesses dias e na época do NT? Responderemos a essa pergunta:

1. Nos tempos do AT o Espírito Santo foi concedido somente a poucos: pessoas que tinham um cargo especial, como profeta, sacerdote ou juiz. Agora ele é derramado sobre todos os povos (Jl 2.28).

2. Naqueles dias, a concessão do Espírito Santo era temporária; agora permanece conosco para sempre.

É interessante notar que, para cada manifestação do Espírito Santo mencionada no NT, vê-se outra correspondente no AT, com exceção de uma – o “falar em outras línguas”. Conclui-se daí que o falar em outras línguas é a manifestação do Espírito Santo específica para esta dispensação.

Quais foram as três manifestações que acompanharam o derramamento do Espírito Santo? Falar em outras línguas ocorreu simplesmente com a finalidade de se pregar o evangelho a cada um na sua própria língua? (2.8-11; cp. 10.46). Observe que aqueles que recebem o batismo nem sempre falam numa língua conhecida, mas, geralmente, numa língua desconhecida (cp. 1Co 14). Nesse caso, línguas conhecidas foram faladas, porque, na primeira manifestação desse tipo, era necessário convencer os judeus incrédulos de que se tratava de uma manifestação genuína do Espírito Santo e não apenas de uma mistura confusa de vozes, como alguns poderiam supor.

Quais os dois efeitos que essa manifestação produziu nos ouvintes? (v. 12,13). Em que sentido os discípulos estavam embriagados? (Ef 5.18). Observe que Pedro os defendeu da acusação de estarem bêbados. Os judeus geralmente não comiam nem bebiam antes da hora da oração, que era mais ou menos às 9 da manhã. Como Pedro explicou essa manifestação? (2.16-21). A profecia de Joel cumpriu-se totalmente nesse momento? Com relação a Israel, quando será efetivamente cumprida? (Zc 12.10). Quem, nos tempos do AT, orou por esse acontecimento? (Nm 11.29). Pedro, em seu sermão, declara imediatamente que Jesus é o Messias? (v. 22; cp. v. 36). O que faz primeiro? Qual é a primeira prova que Pedro dá de ser Cristo o Messias? (v. 22). Qual é a segunda prova? (v. 24). Qual é a terceira prova? (v. 33). Qual foi o efeito desse sermão? O que os judeus teriam de fazer, segundo Pedro? (v. 38). Quais os dois fatos que se seguiriam ao arrependimento deles? (v. 38). O que mais teriam de fazer além de se arrependerem? (v. 40). O que podemos dizer a respeito da união entre os primeiros cristãos? (v. 44-47). Qual era a manifestação exterior dessa união? (v. 45). Você acredita que lhes foi ordenado que tivessem em comum todas as coisas, ou esse ato foi espontâneo, nascido do amor pelos irmãos inspirado pelo Espírito Santo? Nós, que vivemos sob as condições atuais, devemos seguir literalmente o exemplo deles, ou devemos manifestar o mesmo espírito?

O capítulo 3 registra o primeiro milagre apostólico. Observem suas características. Foi realizado num homem cuja enfermidade era incurável, e foi feito publicamente para que pudesse ser verificado por todos.

A conduta do homem curado não foi completamente digna de honra? Nos tempos do NT, quando as pessoas desejavam ou recebiam alguma coisa de Deus, levavam sempre em consideração sua dignidade? (cf. Lc 17.15; 19.3,4). De quem Pedro desviou a atenção do povo? (3.12). A quem a dirigiu? (v. 13). Que diferença ele aponta entre a maneira como eles trataram Cristo e a maneira como Deus o trata? (v. 13-15). Como os judeus consideraram Jesus? (Mt 26.65; Jo 9.24). O que foi feito, segundo Pedro, em nome do Senhor? (v. 16). Qual foi a conclusão lógica desse fato a respeito do caráter de Jesus? (Jo 9.33). Os judeus tiveram alguma desculpa pelo seu ato de crucificar Cristo? (v. 17). Essa ignorância foi inteiramente desculpável?(Jo 12.37,38). Quem representava a nação judaica nesse sentido? (l Tm 1.13). A nação judaica foi rejeitada por ter crucificado Cristo, o Filho, ou por ter rejeitado o Espírito Santo, que comprovou a ressurreição e exaltação de Cristo? (cp. At 13.46). Que apelo fez Pedro à nação? (v. 19). Segundo ele, o que acontecerá após o arrependimento deles como nação? (v. 19,20). Eles se arrependerão algum dia? (Zc 12.10; Mt 23.39; Rm 11.26). O que significa “a restauração de todas as coisas” prometida pelos profetas? (Is 11; Jr 23.5,6; Aro 9.11-15; Zc 14.16-21). Alguma fez os profetas predisseram a restauração final dos ímpios e do demônio e seus anjos? A quais profetas Pedro faz referência ao falar aos judeus? Por que eles devem ser os primeiros a crer nos profetas? (v. 25). Qual era o privilégio de Israel? (v. 26; cp. Mt 15.24; At 13.46; :Rm 1.16 e 15.8).

O capítulo 4 registra a primeira perseguição aos apóstolos pelas autoridades religiosas.

Qual foi o tema central das pregações dos apóstolos? (v. 2). Por que isso entristeceu os saduceus? (Mt 22.23). Qual foi o resultado do último sermão de Pedro? (v. 4). O que explica a audácia de um pescador sem instrução na presença dos chefes religiosos? (v. 8). De que Pedro os acusou? (v. 10). A que versículo do AT Pedro os conduziu? (v. 11; cp. SI 118.22). Onde provavelmente Pedro aprendeu essa passagem bíblica com o seu significado e aplicação? (Mt 21.42). Que advertência fez a eles? (v. l2). A imagem de quem os sacerdotes viram em Pedro e João? (v. 13). Por que não poderiam agir contra os apóstolos? (v. 14). A que conclusão chegaram? (v. 16). A que essa conclusão deveria conduzi-Ios? Em que ocasião essas mesmas pessoas tiraram conclusão semelhante? (Jo 11.47). A tentativa de intimidar os apóstolos obteve êxito? (v. 19,20). Que efeito gerou o milagre sobre o povo? (v. 21).

O que a oposição dos líderes levou os discípulos a fazer? (4.24). Que salmo citaram em sua oração? (v. 25,26; cp. SI 2). Quais as três petições que fizeram? (v. 29,30). Quanto tempo se passou antes de chegar a resposta? Quais foram os três fatos que aconteceram? (v. 31).

Que podemos dizer acerca da consagração da igreja primitiva (4.32-37). Quem é mencionado nesse ponto como exemplo de cristão consagrado? (v. 36). Quem desejava ter a mesma honra sem pagar o preço por ela? (5.1). O que provavelmente havia na origem de seu pecado? (1Tm 6.10). A que pecado conduziu? (Lc 12.1). Em que pecado resultou finalmente? Qual foi a pena do pecado? Deus sempre castiga ofensas semelhantes dessa maneira, ou castigou esses dois para que fossem um exemplo para os outros, e para demonstrar que a Igreja era uma instituição santa na qual não seria tolerado nenhum engano? Qual foi o efeito desse juízo sobre a Igreja? (5.11). E sobre o povo? (v. 13). Os hipócritas se interessariam em pertencer a uma Igreja que fosse assim? Qual promessa do Senhor cumpriu-se em 5.15,16? ao 14.12).

Que efeito gerou o ministério de Pedro sobre os saduceus? (5.17). Como procuraram impedir a mensagem de vida? O que Deus teve de dizer sobre a questão? (5.20). O que causou inquietação aos saduceus? (v. 28). O sangue do Senhor estava realmente sobre eles? (11.47 – 53). Pedro disse-Ihes que o sangue de Jesus estava sobre eles? (v. 30,31). Quais são as duas testemunhas da ressurreição de Jesus mencionadas por Pedro? (v. 32). Quem mostrou mais sabedoria do que os outros líderes? (v. 34). Quem foi o seu discípulo mais distinto? (22.3). O seu conselho era prudente no tocante à sabedoria natural?

No acontecimento mencionado, Griffith-Thomas destaca três forças representativas: o espírito do erro (os saduceus); o espírito de comprometimento (Gamaliel) e o espírito da verdade (Pedro).

O capítulo 6 registra a primeira dificuldade da Igreja e a solução adotada. Note que essa dificuldade era inevitável porque a organização da Igreja não se desenvolveu na mesma proporção de seu crescimento (v. 1). Observe, também, que se tratava de um problema sério, por ameaçar uma divisão na Igreja entre os hebreus (“judeus de fala hebraica”) e os gregos (“judeus de fala grega”), que tinham recebido educação grega ou que viviam em países onde se falava grego. Essa dificuldade foi resolvida com o espírito de amor e cooperação; a solução veio com o aperfeiçoamento da organização – instituindo uma nova ordem no ministério da Igreja, os diáconos.

A que ministério os apóstolos desejavam dedicar-se? (6.4). Quais são as três qualificações mencionadas de um diácono? (v. 3). Observe que, embora não se registre que essas pessoas fossem chamadas por esse nome, seu ministério demonstra que elas eram diáconos (palavra que, em grego, significa “servo”). Quem foi o mais notável de todos os diáconos? Como o Senhor manifestou sua satisfação em ver resolvida amistosamente a dificuldade? (v. 7). É necessário ser um apóstolo para fazer milagres? (v. 8). Com quem argumentou Estevão? Por que não puderam resistir aos seus argumentos e pregações? (v. 10; Lc 21.15). Falhando os argumentos verbais, a que recorreram? (v. 11-14). Qual foi a acusação contra ele? Ele parecia um blasfemo? (v. 15).

O capítulo 7 apresenta a defesa de Estevão, em que ele resume a história de Israel desde Abraão até Salomão. Em seu discurso encontram-se os seguintes pensamentos:

1. A revelação divina é progressiva. Estevão foi acusado de pregar que a Lei de Moisés passaria (v. 14). Apesar de suas palavras terem sido mal citadas e o sentido, torcido, Estevão evidentemente havia pregado que a época da Lei estava passando e que a da graça se iniciava. Assim, mostrava que Deus sempre deu novas revelações de si mesmo. Primeiro, revelou-se a Abraão, por meio da instituição do altar; a Moisés, na sarça ardente e no monte Sinai; depois, a Israel, por meio do tabernáculo e, finalmente, por meio do templo. Estevão demonstra que a morada de Deus no tabernáculo e no templo era apenas simbólica (v. 48,49). Deus mora conosco agora, e revela-se, realmente, por meio de uma nova instituição, a Igreja.

2. Estevão fora acusado de ter declarado que o templo seria destruído (6.14). Ele prova que o templo não é o único lugar santo, mas que Deus se revela em qualquer lugar onde se encontre um coração aberto. Revelou-se a Abraão na Mesopotâmia (v. 2); a José no Egito (v. 9-12); a Moisés no Egito (v. 25) e no deserto (v. 30-33,38).

3. Israel sempre rejeitou a primeira oferta da misericórdia de Deus; tem sofrido por isso e, depois, aceitado a segunda oportunidade. Rejeitaram José e Moisés na primeira vez, mas aceitaram-nos na segunda (v. 9-13,24-35). Da mesma maneira rejeitaram Jesus, mas, depois de sofrerem, aceitaram a segunda oferta.

Quais são as duas acusações contra os chefes judeus com que Estevão terminou o seu discurso? (v. 51,52). Que versículos do AT contêm essas acusações? (Is 63:10, 2Cr 36.15,16; Ne 9.30). Jesus acusou-os de um fato semelhante? (Mt 5.12; 23.34-39). Quais os verdadeiros infratores da Lei? (v. 53). Que visão teve Estevão? (v. 55,56). Que disse ele? Quem tinha pronunciado palavras parecidas perante o mesmo Sinédrio? (Mt 26.64). Quais foram as duas últimas frases de Estevão? (v. 59,60). Quem disse palavras idênticas numa ocasião semelhante? (Lc 23.34,46). Quem é mencionado nessa ocasião? Foi respondida nesse jovem a oração de Estevão pelos seus assassinos? (cp. 1Tm 1.13).

Os versículos 1 a 4 do capítulo 8 registram a primeira perseguição geral contra toda a Igreja. Saulo aparece aqui como o agente mais ativo nessa perseguição. Levado pelo zelo e energia que o caracterizavam, chegou a ser o campeão do judaísmo contra o que ele considerava a heresia do cristianismo. O que pensava Saulo estar fazendo ao perseguir as cristãos? (Jo 16.2). Qual era seu caráter moral e religioso? (Fp 3.5,6). Apesar de sua moralidade, zelo e sinceridade, o que era ele enquanto perseguia as cristãos? (1 Tm 1.13). Deus lhe perdoou alguma vez? Paulo perdoou a si mesmo? (1Co 15.9). Essa perseguição impediu ou favoreceu a obra do Senhor? (8.4; 11.19-21).

II. O período de transição: a igreja da Palestina e da Síria (8.5-12.23)

1. O evangelho em Samaria (8.5-25)

2. O eunuco Etíope (8.26-40)

3. A conversão de Saulo (9.1-22)

4. O ministério de Saulo em Jerusalém e a fuga para Tarso (9.23-31)

5. O ministério de Pedro em Judá e Jape (9.32-43)

6. A visão de Cornélio (10.1-8)

7. A visão de Pedro (10.9-18)

8. O primeiro sermão aos gentios (10.19-48)

9. A defesa de Pedro por pregar aos gentios (11.1-18)

10. O estabelecimento da Igreja em Antioquia (1 1.19-30)

11. A perseguição da Igreja por Herodes (cap. 12)

Quem é o Filipe mencionado em 8.5 e 21.8? Quem primeiramente lançou a semente em Samaria? (Jo capo 4). O que Filipe pregou? (v. 5). Com quem se põe em contraste nesse sentido? (v. 9). O que acompanhou a pregação de Filipe? (v. 6,7). Qual foi o efeito geral desse grande despertar religioso? (v. 8). Simão era realmente convertido? (cp. v. 21-23). Que espécie de fé possuía? (cp. Jo 2.23,24). Qual foi o motivo básico de ele seguir Filipe? (v. 6,7). Simão tinha visto manifestações do poder do Espírito? (v. 6,7). Tinha visto alegria? (v. 8). O que havia no batismo do Espírito que o impressionou? (v. 18,19). Ele manifestou arrependimento verdadeiro? (v. 24). Estava realmente arrependido do seu pecado, ou sentia medo do que lhe poderia acontecer?

Para onde Filipe recebeu ordem de ir? (8.26). Por que era necessário que deixasse a cena de grande euforia para ir a um deserto? Havia algum outro disposto a sair de seu caminho para falar a uma só pessoa? (Jo 4). Por quem foi conduzido Filipe? (v. 29).

Que pergunta muito importante fez ao eunuco? (v. 31). De que esse homem sentia necessidade? ao 16.13; (Lc 24.45). Como Jesus tinha suprido essa necessidade? ao 16.13; Lc 24.45). Que passagem da Escritura o eunuco lia? O que não podia compreender? (v. 34). Sob que condição Filipe batizou o eunuco? (v. 37). Que meio de transporte rápido se usou aqui? (v. 39). O que isso simboliza? (1 Ts 4.17).

O ódio de Saulo contra os cristãos tinha diminuído? (9.1-4). A que cidade quis estender as suas atividades? Onde estava quando viu o Senhor? A quem disse Jesus que Saulo estava perseguindo? O que isso ensina no que se refere à relação dos fiéis com o Senhor? (Mt 10.40).

Na versão Almeida Revista e Corrigi da, lemos no versículo 5: “E ele [Saulo] disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões”. No Oriente, quando um animal se mostrava obstinado, seu condutor espetava-o com uma vara com ponta de ferro (o aguilhão). Os movimentos do animal, então, aumentavam a dor. Jesus pretendia ensinar a Saulo que, lutando contra Deus, apenas prejudicava a si mesmo.

Quanto tempo depois Saulo se arrependeu? (v. 6). Como se dirigiu a Jesus? Saulo viu realmente o Senhor? (1Co 9.1). O que podia afirmar sempre? (Gl 1.1). Quem agora foi enviado como ministro a Saulo? O Senhor foi bem explícito ao dar instruções? (v. 1l). Qual foi a ocupação de Saulo durante os três dias em que esteve cego? (v. 11). Quais são os três grupos a quem Saulo ia pregar? (v. 15). O que Jesus revelou a Saulo? (v. 16). Que lado do ministério Jesus sempre mostrou em primeiro lugar aos seus futuros discípulos? (Lc 14.25-33). Ele mostra o outro lado? (Mt 19.28,29).

Como Ananias se dirigiu a Saulo? (v. 17). O que Saulo recebeu nessa ocasião? O que Saulo fez imediatamente? (v. 19).

O que sucedeu no tempo subentendido entre os versículos 22 e 23? (Gl1.15-17). Qual foi a atitude dos discípulos com Paulo quando ele foi a Jerusalém? (v. 26). Quem se tomou seu amigo nessa ocasião? Que perigo Paulo corria? (v. 29). Que visão teve nessa ocasião? (22.17,18). Para onde Paulo foi enviado? (v. 30). Quanto tempo permaneceu nesse lugar? (11.25). Cerca de 8 anos. Que efeito teve sobre a Igreja a remoção de seu grande perseguidor? (v. 31).

Qual foi o destino de Pedro nessa viagem? (9.32,43). Que aconteceu nessa ocasião? Que atos de Pedro ao ressuscitar Tabita se assemelham aos do Senhor ao ressuscitar a filha do chefe da sinagoga? (v. 40-42; cp. Mc 5.40, 41). Qual foi o efeito dos milagres de Pedro em Judá e Jope? Qual foi o propósito principal da visita de Pedro a Jope? (10.6).

Quais são as três referências feitas ao caráter de Cornélio? (10.2). Qual era sua função? A quem Jesus profetizou a salvação dos gentios? (Mt 8.5-13). Cornélio era um homem salvo? (11.14). Mas o que havia em seu coração que assegurava que Deus lhe revelaria Cristo? (v. 2,35). Cornélio tinha orado nesse sentido? (10.31). Que estava fazendo quando teve a visão? (v. 3). Onde Deus geralmente se encontra com os homens? (Dn 9.3,21; At 22.17,18). A que hora Cornélio orava? (cp. 3.1). Por que os anjos não pregaram o evangelho a Cornélio em vez de lhe dizer onde encontraria um pregador? (v. 5,6; 2Co 5.18; Lc 2.10,11).

Observe o significado da visão de Pedro. Foi-lhe ordenado por uma voz do céu que fizesse algo contrário à Lei de Moisés (v. 12214). Isso significava que a dispensação da Lei estava acabando. O fato de se ter repetido o mandamento significa que o propósito de Deus estava estabelecido (cp. Gn 41.32). O fato de o lençol ter sido recolhido ao céu significa que era divino o propósito simbolizado pelo lençol e pelos animais. Pedro compreendeu nesse tempo o significado da visão? (v. 17). Quando o entendeu? (v. 22). Quem Pedro levou consigo? (v. 23). Por quê? (v. 45,46; 11.12). Que versículos condenam a adoração dos santos da igreja Romana? (v. 25,26). Que disse Pedro sobre qual deveria ser a atitude dos judeus com os gentios? (v. 28). Há profecias no AT sobre a salvação dos gentios? (SI 22.27; Is 49.6; Os 2.23). Jesus profetizou a salvação deles? (Mt 8.11; 21.23; Jo 10.16). O AT ensinou alguma vez que o judeu e o gentio pertenceriam ao mesmo corpo? (Ef 3.3-6).

O que Pedro aprendeu? (v. 34,35). O que diz o versículo 38 a respeito de Jesus? Quando foi ungido? (Mt 3.16). Com que propósito? (cp. Lc 4.18). Como Pedro soube disso? (v. 39). O que sucedeu enquanto Pedro falava? Qual foi o efeito sobre os judeus que estavam com Pedro? O que provou cabalmente a esses judeus cheios de preconceitos que os gentios tinham recebido o Espírito Santo? Como os gentios foram salvos? (15.9; cp. Rm 10.17).

O que mostra o preconceito dos judeus contra os gentios? (11.2,3) Como Pedro se defendeu? Como demonstrou que Deus não faz diferença entre judeus e gentios? (v. 15). O que os judeus foram obrigados a admitir? (v. 18).

Que distância viajaram aqueles que foram dispersas pela perseguição de Saulo? (11.19). A quem limitaram seu ministério? (v. 20). A quem alguns deles pregaram? (Observe que a palavra “helenista”, reproduzida em algumas versões como “grego”, quer dizer “gentio”) Qual era a condição espiritual da igreja em Antioquia? (v. 23). Quem foi enviado a pregar a eles? Quais as três coisas que se dizem a respeito dele? Aonde foi buscar ajuda? (v. 25). Quanto tempo permaneceram em Antioquia? O que caracterizava os discípulos nesse tempo? (11.26). Que dom do Espírito se exercia nessa época? (v. 28). O que demonstra a liberdade da igreja em Antioquia? (v. 29).

O Herodes mencionado em 12.1 é Herodes Agripa I, neto de Herodes, o Grande (Mt 2.1).

O martírio de Tiago estava profetizado indiretamente? (Mt 20.22,23). Por que Pedro foi preso por Herodes? A quem a igreja recorreu? (v. 5). O que sucedera na última vez em que a igreja orou durante uma crise? (4.31). Os que oravam esperavam de fato resposta a suas orações? (v. 15). Qual teria sido sua condição? (Lc 24.44). Qual foi o juízo de Deus sobre Herodes?

III. A igreja dos gentios (12.24-21.17)

1. A primeira viagem missionária de Paulo (12.24-14.28)

2. O concílio em Jerusalém (15.1-35)

3. A segunda viagem missionária de Paulo (15.36-18.22)

4. A terceira viagem missionária de Paulo (18.23-21.17)”.

Quem Paulo e Barnabé levaram, de Jerusalém, nesse momento? (12.25). Que parentesco ele tinha com Barnabé? (Cl 4.10). Que igreja enviou Paulo e Barnabé? Como foi fundada essa igreja? (11.19). Quem chamou esses dois ao ministério? Consta que Marcos foi chamado também? O que pode explicar isso? (13.13). Que lugar Paulo ocupa na lista dos leigos em Antioquia? (13.1).

Tracemos a viagem de Paulo e Barnabé passo a passo.

Antioquia. Nesta cidade estava a sede missionária da igreja.

Selêucia. Era o porto marítimo de Antioquia.

Chipre. Ilha do Mediterrâneo. Residência anterior de Barnabé (4.36).

Salamina. Que fizeram os missionários nessa cidade? (13.5).

Pafos. Qual foi a primeira pessoa que os missionários encontraram nesse lugar? O que ele tentou fazer? (13.8). Que luta é exemplificada aqui? (1Jo 4.6; cp. 2Tm 3.8). Por qual poder Paulo pronunciou a sentença sobre o mágico? (13.9). Qual foi o efeito dessa sentença? (v. 12). Que mudança de nome sucede a essa altura? (v. 9).

Perge. Quem era o líder até aqui? O que aconteceu nessa cidade? Como podemos explicar a atitude de Marcos? (cp. 13.2). Marcos alguma vez chegou a ser útil? (2Tm 4.11).

Antioquia da Pisídia. O culto da sinagoga judaica consistia geralmente em orações prescritas e na leitura da Lei e dos profetas. Estando presente um pregador ou mestre, pedia-se a ele que apresentasse uma mensagem (cp. Lc 4.16-21). Paulo começou sua mensagem com um resumo da história de Israel até o tempo de Davi (v. 17725). Em seguida, provou que Jesus era a semente de Davi (v. 25533). Baseou os direitos de Jesus como Filho de Deus e Messias em sua ressurreição dentre os mortos (v. 26-37) Depois ofereceu o Evangelho aos judeus, prevenindo-os quanto à sua rejeição (v. 38-41).

Quem estava particularmente ansioso para ouvir o Evangelho? (v. 42). Qual foi a intensidade do desejo pela palavra de Deus nesse lugar? (v. 44). Quais eram os sentimentos dos judeus ao ver que a palavra de Deus era pregada aos gentios? (v. 45). De qual profecia essa atitude era cumprimento? (Dt 32.21). Qual foi a atitude desses com o Evangelho? (v. 45). O que era necessário, segundo Paulo e Barnabé? (v. 46). Por quê? (Mt 10.6; 15.24; Jo 4.22; Rm 1.16; 15.8). Qual seria o resultado, para os gentios, da rejeição do Evangelho pelos judeus? (v. 46; cp. Rm 11.11). Apesar de ter sido perseguido por eles, quais foram sempre os sentimentos de Paulo pelo povo? (Rm 9.1-3; 10.1). Como os gentios receberam o Evangelho? (v. 48). Tendo falhado os argumentos, o que os judeus fizeram? O que fizeram Paulo e Barnabé? (v. 51). Havia algum mandamento sobre isso? (Mt 10.14).

Icônio. O que prova que Paulo ainda não tinha abandonado seu povo? (14.1). Quais foram os dois resultados de sua pregação nessa cidade? (v. 2,3). Como o Senhor confirmou sua pregação? (v. 3). O que seu ministério causou na cidade? (v. 4). Que fizeram quando souberam que mais perseguição esperava por eles? (v. 6). Receberam alguma instrução nesse sentido? (Mt 10.23).

Listra. Quem foi curado por Paulo nessa cidade? Por quais outros apóstolos um paralítico foi curado? (3.1-6). Que desejava fazer o povo a Paulo e a Barnabé? (14.13). Que apóstolo teve experiência semelhante? (10.25,26). Qual talento de Paulo manifestou-se aqui? (v. 12) Que duração teve sua popularidade? (v. 19).

Derbe. O que fez Paulo nessa cidade? (14.21).

Listra, Icônio e Antioquia. Que exortação Paulo pronunciou aos discípulos nesses lugares? (v. 22). O que podiam esperar? (v. 22). Que ele fez antes de partir? (v. 23).

Pisídia. É a província onde Antioquia se situava.

Perge. O que tinha sucedido aqui antes? (13.13). Que obra foi feita nesse lugar? (14.25).

Atália. Um porto marítimo.

Antioquia. Aqui os apóstolos relataram sua obra.

O aluno deve estar preparado para citar, de cor, os diferentes lugares visitados por Paulo em sua primeira viagem, mencionando brevemente o que sucedeu em cada lugar.

O capítulo 15 registra a reunião do primeiro concílio cristão convocado para resolver um problema muito importante, a saber, a relação entre gentios e judeus e as condições em que os primeiros seriam salvos; as questões a resolver eram: os gentios deviam guardar a Lei de Moisés para serem salvos? Os gentios deveriam ter igualdade religiosa com os judeus?

Devemos lembrar que a separação entre os judeus e gentios era tanto religiosa como social. Os judeus tinham uma lei divina que sancionava o princípio do isolamento nacional e ordenava sua prática. Não conseguiam crer facilmente que a Lei, presente em todas as passagens gloriosas de sua história, devia perdurar somente por um período limitado. Não podemos deixar de compreender a dificuldade que tinham em aceitar a idéia de uma união cordial com os incircuncisos, ainda que estes tivessem abandonado a idolatria e observassem a moralidade.

O caráter peculiar da religião que impunha o isolamento dos judeus era tal que colocava obstáculos insuperáveis no caminho de uma união social com outro povo. As práticas cerimoniais tornavam impossíveis refeições comuns com os gentios. O paralelismo mais próximo que podemos encontrar para a barreira entre judeus e gentios é a instituição das castas entre as populações da Índia, que se apresenta aos nossos políticos como um fato desconcertante em governos democráticos, e aos nossos missionários, como o grande obstáculo ao cristianismo no Oriente. Um hindu não pode comer com um pária ou com um maometano e, entre os próprios hindus, os alimentos dos brâmanes são profanados pela presença de um pária – apesar de terem livre intercâmbio em todas as transações comerciais comuns. Assim era também na época patriarcal. Era uma abominação para os egípcios comer pão com os hebreus (Gn 43.32). O mesmo princípio recebia sanção divina nas instituições judaicas. Os israelitas que viviam entre os gentios podiam vê-los com liberdade em seus lugares públicos, comprando e vendendo, conversando e discutindo, mas suas famílias estavam separadas. Nas relações da vida doméstica, era contra a Lei, como Pedro disse a Cornélio, “um judeu associar-se a um gentio ou mesmo visitá-lo” (10.28). Quando Pedro voltou para junto de seus irmãos cristãos em Jerusalém, a grande acusação contra ele foi a de ter estado com homens incircuncisos e ter comido com eles.

Como essas duas dificuldades que pareciam impedir a formação de uma única igreja: unir os gentios religiosamente, sem a obrigação de observar completamente a Lei de Moisés, e socialmente, como irmãos iguais na família de um Pai comum tinham de ser superadas, a solução deve ter parecido impossível naquele dia. E sem a intervenção da graça divina teria sido impossível. – CONYBEARE e HOWSON.b

Um grupo de judeus cristãos transformou o assunto em debate. Embora reconhecendo que Deus tinha concedido a vida eterna aos gentios, esse grupo insistia em que a observância da Lei de Moisés era obrigatória e necessária para a salvação deles. Mais tarde, os membros desse partido se tornaram os maiores inimigos de Paulo e, em diferentes períodos de seu ministério, fizeram tudo para sabotar sua autoridade (GI2.4). Foi essa classe de homens que fez a igreja dos gálatas voltar à observância da Lei de Moisés (GI 5.1-7). Devemos recordar que esses homens, conhecidos como judaizantes, apoiavam suas asserções na autoridade das Escrituras do AT (o NT ainda não fora escrito). O AT predisse a salvação dos gentios por Deus (SI 22.27; 86.9; Is 49.6), mas ensinava que a aceitação do ritual da circuncisão e a observância de outros ritos mosaicos eram necessárias para fazer parte do povo de Deus (Gn 17.14). Assim, surge outro aspecto do problema: como preservar a liberdade do Evangelho e a autoridade das Escrituras? Esse problema e outros tiveram solução nas falas dos participantes do concílio.

Observe o discurso de Pedro (v. 7-11). Seu principal argumento é a concessão do Espírito Santo, a verdadeira prova de que Deus aceitou os gentios. O fato de estes últimos terem recebido o dom do Espírito Santo da mesma forma que os judeus prova que Deus não faz distinção entre cristãos judeus e gentios (v. 8). O fato de os gentios receberem o Espírito Santo antes de se submeterem a alguma cerimônia externa demonstra que nenhuma observância exterior da Lei de Moisés era necessária para a salvação. Ainda que, sob a antiga aliança, a circuncisão fosse necessária como condição para pertencer ao povo escolhido, a ação de Deus para salvar e batizar os gentios sem a observância desse rito indicava que ele tinha feito uma nova aliança, e que a antiga estava desaparecendo ar 31.31). Era pela fé e não pelas obras da Lei que os gentios eram justificados (v. 9). Deus libertou todos os cristãos do jugo pesado da Lei; portanto a imposição dessa carga sobre os gentios significaria tentar a Deus (v. 10). Os próprios cristãos judeus não foram salvos pela Lei, mas pela graça (v. 11).

Paulo e Barnabé limitaram-se a relatar o que Deus tinha operado entre os gentios (v. 12). O fato de Deus estar salvando os gentios, enchendo-os do Espírito Santo e fazendo milagres entre eles sem nenhum esforço da parte deles de seguir a Lei, prova que esta era desnecessária para a salvação deles.

Pedro havia declarado a igualdade entre judeus e gentios. Mas os fariseus poderiam argumentar: “Como esse fato pode conciliar-se com as Escrituras, que ensinam a supremacia dos judeus sobre os gentios?” (Is 61.5,6; Zc 14.18). Tiago prevê essa objeção e responde com um esboço do programa divino para a época. Antes de tudo, explica que,nem todos os gentios serão salvos nesse momento, mas somente alguns indivíduos, para completar a Igreja com os judeus escolhidos (v. 14). Depois virá a restauração de Israel como nação, e a sua exaltação sobre as nações (v. 16). E, no fim, todas as nações buscarão o Senhor (v. 17).

Observe a decisão do concílio (v. 19-29). Não foi exigido dos gentios que se circuncidassem nem guardassem a Lei de Moisés. Foram impostas, porém, algumas proibições a eles: tinham de se abster da idolatria e fornicação, não deviam comer animais estrangulados, nem o sangue desses animais (Lv 7.22-27). As primeiras duas proibições eram ditadas pela lei moral; as outras duas, pelo cerimonial. Os pecados de fornicação e idolatria são citados por representarem tentação especial para os salvos entre os pagãos. As duas últimas proibições eram uma concessão às crenças judaicas. Mas não havia nenhum comprometimento de questões fundamentais.

As mais descaradas violações da pureza realizavam-se por ocasião dos sacrifícios e festas celebrados em honra das divindades pagãs. Assim sendo, tudo quanto tendesse a preservar os gentios convertidos de uma associação mesmo acidental ou aparente com essas cenas de vícios fazia com que fossem guardados mais facilmente da corrupção e que permitissem aos judeus convertidos ver seus novos irmãos cristãos com menos suspeita e antipatia. Parece ser esse o motivo por que encontramos no decreto a menção a um pecado reconhecido, com as observâncias cerimoniais de caráter temporário e talvez local. Devemos analisar o assunto do ponto de vista judaico, e considerar que as violações morais e as contestações à lei cerimonial eram associadas no mundo dos gentios. Talvez nem fosse necessário comentar que foi muito enfatizada a parte moral do decreto, quando nos recordamos de que ele foi dirigido àqueles que viviam nas proximidades dos santuários libertinos de Antioquia e Pafos. – CONYBEARE e HOWSON.c

Observe o resultado do concílio: vitória de Paulo e o reconhecimento de sua vocação e ministério (Gl 2.9).

Concluiremos apresentando as quatro fases dessa grande verdade – a união de judeus e gentios – num só conjunto:

1. Nos séculos passados, essa verdade foi um mistério (Ef3.5,6).

O AT ensina a salvação dos gentios, mas não a formação de um só corpo com os judeus.

2. Tornou-se uma revelação (At 10.11-18,34,35; 15.7-9).

3. Transformou-se num problema (At capo 15).

4. Converteu-se em realidade (Gl 3.28).

Que acontecimento lamentável marcou o princípio da segunda viagem missionária? (15.36-39). Esse fato impediu a obra de Deus? Barnabé e Marcos foram mencionados novamente no livro de Atos? Quem recebeu a confirmação dos irmãos? (15.40).

Sigamos agora o curso da segunda viagem de Paulo (15.36618.22).

De acordo com a disposição de Hurlbut, vamos dividir a viagem em três partes: as paradas na Ásia, na Europa e no regresso.

Síria e Cilícia. Nestas duas províncias, Paulo visitou as igrejas que já estavam organizadas.

Derbe. O que aconteceu a eles quando estiveram ali pela última vez? (14.21).

Listra. Quem Paulo encontrou aqui? Qual era a sua nacionalidade? O que se dizia de sua reputação?

Frígia, Galácia e Mísia. Que limitação foi imposta ao ministério de Paulo nessas províncias? Por quê? (16.9).

Trôade. Que missão Paulo recebeu nessa cidade?

Filipos. Observe o início humilde da igreja na Europa – uma pequena reunião de oração. Note, em seguida, o primeiro conflito dos apóstolos com o paganismo (v. 19-40). Menciona-se aqui, pela primeira vez, a cidadania romana de Paulo (v. 37). Essa cidadania muito lhe serviu mais tarde em seu ministério. Tinham direito à cidadania romana: os nascidos em Roma (exceto os escravos); os nascidos numa colônia romana, isto é, numa cidade onde os direitos de cidadão romano eram outorgados (Filipos era uma dessas cidades); os filhos de cidadãos romanos (Paulo pode ter obtido, dessa maneira, os privilégios de cidadão romano); e aqueles que compraram a cidadania (At 22.28). Os privilégios do cidadão romano eram os seguintes: sempre podia pedir proteção pronunciando a frase: “Sou cidadão romano”; não podia ser condenado sem ir a juízo; não podia ser açoitado nem crucificado e podia apelar das cortes comuns para o imperador.

Anfípolis, Apolônia. Paulo não esteve muito tempo nessas cidades.

Tessalônica. A quem Paulo pregou primeiro nessa cidade? Qual foi sua mensagem? (17.3). Quais os dois efeitos que se seguiram à sua pregação? (v. 4,5).

Beréia. A quem Paulo pregou inicialmente? Qual era o caráter desses judeus? Quais são os dois efeitos que se seguiram à pregação da Palavra? (v. 12,13). Quem permaneceu em Beréia quando Paulo partiu para Atenas?

Atenas. Observe o encontro de Paulo com os membros de duas escolas de filosofia – os epicureus e os estóicos (v. 18-20). (Filosofia é o ramo do conhecimento que tem por objetivo descobrir a verdade sobre Deus, o homem e o universo, até o ponto em que pode ser compreendida pela razão humana.) Os epicureus eram céticos, rejeitavam todas as religiões. Acreditavam que o mundo se formara casualmente, que a alma é mortal e que o prazer é o fim principal da vida. Os estóicos eram panteístas, isto é, acreditavam que todas as coisas são parte de Deus. Acreditavam que a virtude é a finalidade principal da vida, e que devia ser praticada como um fim em si mesma. Examinemos a mensagem de Paulo. Ela demonstra a relação entre Deus, o universo (v. 24,25) e o homem (v. 26629). A seguir, declara o governo moral de Deus no mundo; esse governo se manifestará perfeitamente no juízo final (v. 31). Quais foram os dois efeitos da pregação? (v. 32-34).

Corinto. Quem Paulo encontrou nessa cidade? Quem se uniu a ele? Qual foi o efeito de sua pregação aos judeus? O que animou Paulo a se demorar em Corinto, apesar da oposição? (18.9). Quanto tempo Paulo permaneceu ali? Quem o protegeu nessa ocasião? (v. 12).

Foi em Corinto que Paulo escreveu as duas cartas aos tessalonicenses. Elas tinham o propósito de confirmar os recém convertidos, confortando-os em meio à perseguição, exortando-os à santidade e consolando-os pelos seus mortos.

Cencréia. É um porto perto de Corinto, onde Paulo embarcou. Foi estabelecida aqui uma igreja? (Rm 16.1).

Éfeso. Quem Paulo deixou nessa cidade? (18.19). Que ministério Priscila e Áquila tiveram ali mais tarde? (18.26). Por que Paulo estava ansioso para voltar a Jerusalém? (v. 21). O que prometeu fazer antes de partir? (v. 21).

Cesaréia. Era a capital romana da Palestina e um porto.

Jerusalém. Paulo deteve-se aqui para saudar a igreja (18.22). Antioquia. Paulo relata os resultados de sua jornada missionária.

Tracemos, agora, a terceira viagem missionária de Paulo.

Antioquia. Foi o ponto de partida de todas as viagens missionárias de Paulo.

Galácia e Frígia. Paulo viajou por essas províncias, confirmando e animando os fiéis das igrejas que ele estabelecera.

Éfeso. Observe a preparação para os três anos de ministério em que Paulo esteve na cidade (18.24). ApoIo, o judeu culto de Alexandria, tinha pregado a mensagem de João Batista, preparando o caminho para a revelação mais completa sobre Cristo e a salvação pregada por Paulo. Qual era o desejo sincero de Paulo para todo  os fiéis. (19.2). O que ele escreveu mais tarde aos fiéis dessa Cidade. (Efésios 5.18). Esses homens eram realmente salvos antes de receber o Espírito? (19.5; cp. 8.36,37). O que aconteceu depois de estarem salvos? (v. 6). Quanto tempo Paulo pregou na sinagoga? O que fez quando surgiu a oposição? Quanto tempo continuou pregando na escola de Tirano? (v. 10). A que distância de Efeso espalhou-se a palavra de Deus? (v. 10).

Observe que Paulo fez milagres especiais em Éfeso. Esse dom foi manifesto em Paulo por ter sido Éfeso o centro principal de idolatria na Ásia. A cidade era considerada uma fortaleza dos poderes do Diabo. Por esse motivo, Deus conferiu ao apóstolo um poder adicional para triunfar sobre Satanás. Alguns exorcistas profissionais (aqueles que tinham como atividade comercial expulsar demônios) procuraram usar o nome pelo qual Paulo tinha efetuado milagres. Foram punidos severamente pela temeridade. O castigo recebido por eles ensinou aos efésios que o nome de Jesus era poderoso e sagrado, que não podiam abusar dele (19.17). Muitos fiéis ficaram impressionados com o acontecimento e confessaram alguns pecados, especialmente o de ocupar-se de ciências ocultas (v. 18,19).

Seguiu-se um grande avivamento (v. 20). Repare que a visão missionária de Paulo se amplia: ele deve pregar em Roma (v. 2I). Os versículos 23 a 41 registram um acontecimento que comprova, de maneira concreta, o êxito de Paulo em Éfeso: deu um golpe tão forte naquela que era considerada a grande fortaleza de Satanás, que a adoração à deusa Diana começou a diminuir. Isso alarmou aqueles que faziam ídolos que, então, provocaram um tumulto na cidade contra Paulo.

Durante sua estada em Éfeso, Paulo escreveu a primeira carta aos Coríntios. Após sua partida, sérias desordens surgiram na igreja de Corinto. A comunidade estava dividida, a imoralidade era tolerada, um irmão processava outro em tribunal pagão, e a ceia do Senhor era colocada no mesmo nível de uma refeição comum, na qual a embriaguês era habitual. Paulo escreveu-Ihes a carta para corrigir esses abusos e para responder a algumas perguntas que haviam sido formuladas acerca do matrimônio, da ceia e dos dons do Espírito Santo.

Macedônia.  (20.2). É provável que nesse tempo Paulo tenha visitado Filipos, Tessalônica e Beréia. Foi aí que Paulo escreveu a sua segunda carta aos Coríntios. Sua intenção era a de animar o grande corpo da igreja que se arrependera após receber sua primeira carta, e repreender um pequeno grupo que insistia em desprezar as suas ordens.

Grécia (20.2). A missão principal de Paulo nesse país era visitar a igreja de Corinto para corrigir abusos e tratar com uma minoria rebelde que se recusava a reconhecer sua autoridade. Em Corinto, escreveu as cartas aos Gálatas e aos Romanos. A primeira tinha a finalidade de restaurar a igreja dos Gálatas, que, influenciada por pregadores legalistas, começara a observar a Lei de Moisés como meio de salvação e santificação. A segunda pretendia dar à igreja em Roma uma explicação das grandes verdades que Paulo pregava e informar sua intenção de visitá-Ios.

Filipos. Ao partir da Grécia, Paulo tomou o rumo de Jerusalém (19.21). Os companheiros de Paulo foram mais adiante, até Trôade (20.4,5).

Trôade. Quanto tempo Paulo permaneceu nessa cidade? Em que dia a igreja costumava reunir-se para o culto semanal? (20.7). Há algum outro versículo da Escritura que fala sobre isso? (1 Co 16.1,2). O que aconteceu ali?

Assôs. Enquanto o resto dos companheiros de Paulo embarcaram no navio em Trôade, Paulo foi a pé até Assôs, onde embarcou. Mitilene, Quios, Samos. Pequenas ilhas por onde passou o navio em que Paulo havia embarcado.

Mileto. Enquanto o navio se deteve nessa cidade, Paulo chamou os presbíteros da igreja de Éfeso e pronunciou uma mensagem de despedida. Nos versículos 17 a 21, Paulo dá um resumo de seu ministério entre eles. Como havia servido ao Senhor? (v. 19). Qual foi o grau de perfeição de seu ministério? (v. 20). Qual foi sua mensagem? (v. 21). O que estava esperando? (v. 22,23). Quais eram seus sentimentos em face disso? (v. 24). Paulo tinha cumprido sua responsabilidade entre eles? (v. 26). Como? (v. 27; cp. Ez 33.1-9). Que recomendação deu aos presbíteros? (v. 28). A quais perigos ele se referia? (v. 29). Paulo havia somente pregado o evangelho entre eles? (v. 35).

Cós, Rodes. Duas pequenas ilhas na costa da Ásia Menor.

Pátara. Nesse local o apóstolo mudou de navio.

Tiro. Que mensagem recebeu Paulo nessa cidade? (21.4).

Ptolemaida. Quanto tempo permaneceu Paulo ali?

Cesaréia. Nessa cidade foram profetizadas as perseguições futuras de Paulo em Jerusalém. Antes de responder negativamente à pergunta se era ou não a vontade de Deus que Paulo fosse a Jerusalém, devemos observar o seguinte fato: Paulo obedeceu à orientação de Deus (16.6-10); suas palavras em 21.13 são as de quem faz a vontade de Deus (21.14); não era natural que uma pessoa como Paulo se expusesse desnecessariamente ao perigo; o que sofreu em Jerusalém não foi um sinal de que ele estivesse agindo contra a vontade de Deus (At 9.16; 23.11); era a vontade do Senhor que Paulo aparecesse perante Nero (27.24). Talvez os discípulos de Tiro (21.4) tivessem predito, por meio do Espírito Santo, a perseguição futura contra Paulo, acrescentando depois o próprio conselho.

Jerusalém. Logo que Paulo chegou, o concílio reuniu-se para ouvir seu relato.

IV Cenas finais da vida de Paulo (21.18-28.31)

1. Paulo e os judeus cristãos (21.18-26)

2. Paulo e os judeus não-cristãos (21.27-31)

3. A prisão de Paulo (21.32-40)

4. A defesa de Paulo perante os judeus e o resultado dela (22.1-30)

5. Paulo perante o Sinédrio (23.1-10)

6. A transferência de Paulo para Cesaréia (23.4-35)

7. Paulo perante Félix (cap. 24)

8. Paulo perante Festa (cap. 25)

9. Paulo perante Agripa (cap. 26)

10. A viagem de Paulo a Roma (caps. 27,28)

Paulo foi bem recebido pela igreja em Jerusalém (27.17, 18). Os irmãos, porém, temiam por sua segurança, pois se espalhara o rumor de que Paulo estava pregando contra a Lei de Moisés e persuadindo os judeus a abandoná-la. Por causa desse rumor (falso), os sentimentos dos judeus de Jerusalém por Paulo se assemelhavam aos que teríamos por um anarquista, contrário à lei e a ordem. Para desarmar a hostilidade dos judeus e provar a falsidade do rumor, Paulo consentiu na observância de uma cerimônia judaica. Ao fazê10, não comprometeu nenhuma questão fundamental, mas agiu de acordo com os princípios expostos por ele em seus escritos, a saber: tornou-se “judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus”, com a mesma vontade com que se fez gentio para conquistar os gentios (1Co 9.20,21); ninguém devia mudar as suas práticas externas por ter-se tornado cristão (lCo 7.17-19). A ação de Paulo referente ao testemunho de Timóteo (16.3) provou a falsidade da acusação de que ele persuadia os judeus a abandonar a Lei de Moisés. Aconselhando Paulo a realizar uma cerimônia do ritual judaico, Tiago assegurou-lhe que isso não envolvia nenhum comprometimento básico da salvação dos gentios (v. 25).

A ação de Paulo não o livrou da inimizade dos judeu,s não-cristãos (v. 27-31). Alguns daqueles que o ouviram pregar na Ásia Menor (v. 27) reconheceram-no e imediatamente instigaram o povo contra ele. Se os soldados romanos não tivessem intervindo, Paulo teria sido morto.

Vejamos a defesa de Paulo (22.1-21).

Paulo assegurou-lhes que suas crenças atuais e sua vida não podiam ser o resultado de uma diferença de origem entre ele e os seus ouvintes, porque era um verdadeiro judeu (v. 3), instruído pelo maior mestre da época (v. 3), e era tão zeloso da Lei e tão contrário aos cristãos quanto eles (v. 4,5). Mostrou-lhes o que causou sua mudança de crença e de atitude para com os cristãos, a saber, uma visão do próprio Senhor (v. 6-16). A razão pela qual estava pregando aos gentios, desprezados, era a vocação do Senhor (17-21). Vejam o que aconteceu ao mencionar os gentios (v. 22).

Observe como os direitos de cidadão romano protegeram Paulo nessa ocasião (22.25). As palavras “Sou cidadão romano”, pronunciadas em qualquer parte do império, eram suficientes para garantir proteção a quem as proferia.

Paulo foi levado perante o Sinédrio e ali declarou sua inocência (23.1). A ação injusta e cruel do sumo sacerdote ao mandar que o ferissem fez com que Paulo o repreendesse severamente. No calor da indignação, esqueceu-se de que ali estava o sumo sacerdote e viu nele somente um dirigente tirano. Apesar de não poder honrar o homem, honrou o posto que ele ocupava (v. 5). É interessante notar que a reprimenda de Paulo ao sumo sacerdote era profética, porque cerca de 12 anos mais tarde este teve morte violenta.

Vendo que o Sinédrio estava contra ele e não tendo esperança de receber deles justiça e misericórdia, Paulo recorreu a uma estratégia. Sabia que os fariseus e saduceus estavam divididos sobre a doutrina da ressurreição; apelou, então, para os fariseus do Sinédrio por clemência dizendo que era acusado de pregar uma doutrina que eles aceitavam. Esse apelo dividiu o Sinédrio, e levou à fuga de Paulo e à proteção pelos romanos. Mais tarde, a descoberta de uma conspiração para assassinar Paulo fez que ele fosse escoltado até Cesaréia por um destacamento de soldados romanos. Nessa cidade, compareceu perante o governador Félix.

Citaremos aqui as acusações feitas contra Paulo e suas respostas (24. ~-2l). Nesse discurso e no que foi pronunciado perante Agripa, seguiremos a análise dada por Stifler.

A acusação era tríplice (v. 5,6): sedição: “promove tumultos entre os judeus”; heresia: “principal cabeça da seita dos nazarenos”; sacrilégio: “e tentou até mesmo profanar o templo”. Paulo refuta a acusação de sedição demonstrando que o tempo era muito curto (v. 11), que sua conduta o absolvia (v. 12) e que não havia prova disso (v. 13). Em resposta à acusação de heresia, afirmou sua crença nas escrituras judaicas (v. 14) e declarou ter a mesma esperança que tinham os Judeus (v. 15,16). Era evidente que não tinha cometido sacrilégio, porque tinha vindo a Jerusalém trazer esmolas ao seu povo e apresentar ofertas (v. 17); foi encontrado “cerimonialmente puro” no templo (v. 18) e não havia testemunha que provasse as acusações contra ele (v. 19).

Observe a atitude de Félix com Paulo em público (v. 22,23) e em particular (v. 25), e o resultado do julgamento (v. 27).

Paulo foi, então, levado perante Festo, o novo governador (25.1).

Vendo que Festo queria agradar os judeus (25.9), lançou mão do direito de cidadão romano de apelar para o imperador (v. 11). Essa atitude retirou o caso completamente das mãos de Festo.

Note a defesa de Paulo perante Agripa (cap. 26). É uma argumentação que justifica sua crença na ressurreição. Essa crença firma Paulo, não é crime, porque ele sempre foi fariseu, cujo principal item de fé era a esperança na ressurreição (v. 4-6). Seus acusadores crêem nessa mesma doutrina e entram em contradição quando o atacam (v. 7). Paulo não começou a pregar o evangelho por iniciativa própria, pois antes se opunha a ele (v. 8-12). Foi uma revelação de Jesus que o levou ao ministério (v. 13-18). A obediência a essa revelação divina era a causa única da hostilidade dos judeus (v. 19922). Sua doutrina referente à morte e à ressurreição de Cristo está de acordo com a doutrina de Moisés e dos profetas (v. 22,23).

Que efeito teve esse discurso sobre Félix? E sobre Agripa? Vejamos, agora, a viagem de Paulo a Roma (caps. 27 e 28).

Cesárea. Desse porto, onde fora prisioneiro por dois anos, Paulo embarcou para Roma. Tinha como companheiro Aristarco (27.2) e Lucas (indicados pelo uso do pronome “nós”).

Sidom. Nessa cidade foi-lhe permitido visitar seus amigos.

Mirra. Cidade na costa sul da Ásia Menor, onde Paulo mudou de navio..

Cnido. Porto na costa da Ásia Menor, onde o navio não pôde entrar por causa de ventos contrários.

Creta. Ilha ao sul da Grécia.

Bons Portos. O navio permaneceu ali algum tempo. Paulo aconselhou passarem o inverno nesse porto, para escapar de um perigo previsto por ele. O comandante do navio não aceitou o conselho, e procurou chegar à ilha de Malta.

Malta. Quanto tempo permaneceu Paulo nessa ilha? (28.11).

Siracusa. Cidade na costa da Sicília. O navio permaneceu ali três dias.

Régio. Cidade na extremidade da península italiana.

Putéoli. Um dos portos principais da Itália. Ali Paulo encontrou alguns irmãos.

Praça de Ápio, Três Vendas. Dois povoados onde os irmãos romanos vieram encontrar-se com Paulo.

Roma. A primeira coisa que Paulo fez ao chegar a Roma foi convocar os líderes judeus para justificar-se das acusações que sofrera e para obter uma audiência amigável. É o último registro de sua tentativa de ganhar os judeus. Observemos o resultado da sua pregação (28.24-28; cp. Mt 13.13-15; Jo 12.40; Mt 21.43).

Griffith Thomas vê a providência de Deus na prisão de Paulo da seguinte maneira:

1. Estava a salvo de todos os judeus.

2. Tornou-se conhecido de todos (Fp 1.12,13).

3. Teve oportunidade de testemunhar aos soldados que o Vigiavam.

4. Foi visitado por amigos de diversas igrejas (Fp 2.25; 4.10).

5. Teve oportunidade de escrever algumas de suas melhores cartas: Filipenses, Filemon, Colossenses, Éfesios.

Deduz-se da tradição e de algumas referências que Paulo ficou em liberdade por mais ou menos 2 anos (v. Fp 1.24-26; 2.24; Fm 24; 2Tm 4.17), que foi preso novamente e, finalmente, executado durante a perseguição de Nero contra os cristãos. Nesse período de liberdade, provavelmente, escreveu as cartas a Timóteo e Tito.

Por sua importância, tratamos o livro de Atos dos Apóstolos mais pormenorizadamente do que os anteriores. Pedimos agora ao aluno que estude o seguinte esboço dos capítulos a fim de gravar bem na memória o conteúdo do livro:

Capítulos

1. Poder (cap. 1)

2. Pentecoste (cap. 2)

3. Pedro e João (cap. 3)

4. Sacerdotes e oração (cap. 4)

5. Castigo (cap. 5)

6. Cristãos pobres (cap. 6)

7. Estevão perseguido (cap. 7)

8. Filipe (cap. 8)

9. A conversão de Paulo (cap. 9)

10. A visão de Pedro (cap. 10)

11. A explicação de Pedro (cap. 11)

12. A prisão de Pedro (cap. 12)

13. A primeira viagem missionária de Paulo (cap. 13)

14. O regresso de Paulo (cap. 14)

15. Paulo em Jerusalém (cap. 15)

16. A segunda viagem missionária de Paulo (cap. 16)

17. Paulo em Atenas (cap. 17)

18. Priscila e Áqüila (cap. 18)

19. A terceira viagem missionária de Paulo (cap. 19)

20. Paulo na Europa (cap. 20)

21. A prisão de Paulo (cap. 21)

22. O discurso de Paulo na escadaria (cap. 22)

23. A fuga de Paulo (cap. 23)

24. Paulo perante Félix (cap. 24)

25. Paulo perante Festo (cap. 25)

26. Paulo perante Agripa (cap. 26)

27. Paulo num naufrágio (cap. 27)

28. Paulo em Roma (cap. 28)

Um comentário sobre “Atos dos Apóstolos – Estudo SPG

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