O REINO DA LUZ

O REINO DA LUZ

O MUNDO ESPIRITUAL

 

O ser humano é formado por corpo, alma e espírito (I Tes. 5:23). O corpo nos permite ter contato com o mundo físico, a alma (intelecto, emoção e vontade) nos contata com o mundo psicológico, e o espírito com o mundo espiritual. Tudo que acontece neste mundo físico tem sua origem no mundo espiritual. Portanto é necessário descobrirmos como é este mundo espiritual, como ele funciona e de que forma influencia o mundo físico-material. Se descobrirmos e aplicarmos as leis espirituais convenientemente, teremos vitória em nossas vidas.

 

O REINO DA LUZ

 

O reino da luz é representado por tudo e todos que estão debaixo da autoridade de Deus. Isto incluem os anjos eleitos, a igreja (composta por todos os remidos) e tudo aquilo que está sob o seu controle. Ao contrário do que muita gente pensa, o reino de Deus não está na defensiva, está no ataque (Mc. 16:15,16). Trata-se da reconquista de território e libertação da humanidade.

 

O DEUS ÚNICO E VERDADEIRO

 

Nossa maneira de compreender Deus não deve basear-se em teorias a respeito d’Ele, ou em como gostaríamos que Ele fosse. Pelo contrário: devemos crer no Deus que existe, e que optou em se revelar a nós através das Escrituras. A Bíblia não procura oferecer qualquer prova racional quanto à existência de Deus. Ela simplesmente a revela como um fato óbvio. Se de um lado “disseram os néscios em seus corações: não há Deus” (Sl. 14:1); por outro: “os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Sl. 19:1). Deus criou tudo o que existe (Gn. 1:1). Ele dá vida e alento (At. 17:24-28), alimento e alegria (At. 14:17).

 

OS ATRIBUTOS NATURAIS DE DEUS

 

Entre os atributos naturais de Deus podemos citar em primeiro lugar o fato de Deus ser espírito (Jo 4:24), como tal não tem carne nem osso (Lc. 24:39).Deus, como espírito é: imortal, invisível e eterno, digno de nossa honra e glória para sempre              (I Tm 1:17). Deus jamais foi visto na totalidade da sua glória (Jo 1:18), porque não pode ser plenamente compreendido pelo ser humano (Jô 11:7). Apesar disso se revelou de várias maneiras porque quer que o conheçamos e nos relacionemos com Ele (Jo 1:18; 5:20; 17:3; Rm. 1:18-20). Ele é Eterno, sem começo e sem fim (Sl 90:2; Is 1:18-20;       Sl 46:10). É onipotente (Ap 19:6; Gn 17:1; Is 14:27; Sl 147:5); é onisciente (Hb 4:13;     Sl 139:1-4;I Sm 2:3); é onipresente (I Rs 8:27; Sl 139:7-10); imutável (Rm 4:20,21;      Hb 13:8; Tg 1:17).

 

OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS

 

Entre tantos atributos podemos destacar: O fato de Deus ser fiel. A palavra hebraica “amém” deriva das palavras “verdade e firmeza” usadas em Isaias 25:1 para descrever Deus (Dt. 7:9; Js 23:14; Sl 89:2); Ele é verdadeiro (Nm 23:19; Sl 33:4; 119:51); Bom         (Sl 100:5; Sl 145:8,9); Paciente (Nm 14:18; Sl 86:15); Amor (I Jo 4:8, 16;    Ef. 2:4,5); Santo (Lv 11:44; Ap 4:8); Reto e justo (Sl 72:2; Dt 7:9,10).

 

A NATUREZA TRIÚNA DE DEUS

 

A Bíblia revela a existência de apenas um único Deus (Dt 6:4), no entanto o termo Hebraico traduzido por único é “echad”, que significa uma “unidade composta”. Deveras a Bíblia mostra que Deus é Pai (Jo 8:54; 20:17), Filho (Fp. 2:5-7; Hb 1:8) e Espírito Santo (AT. 5:3,4; I Co. 3:16). Deus é triúno, ou seja, um Deus que existe em três pessoas. A trindade é secretamente declarada no Velho Testamento nas formas plurais (Gn. 1:26; 11:7; Is. 6:8), nas teofanias – aparições de Deus em forma humana (Gn 22:11,12;         Ex. 3:1-15), na adoração dos anjos (Is. 6:3). O próprio termo hebraico “Elohin” traduzido por “Deus” em Gn. 1:1 é plural. A trindade é  abertamente declarada no Novo Testamento (Mt. 3:16,17; Mt.28:19; Jo 14:16; II Cor. 13:13). Compare por exemplo os atributos do Pai, Filho e Espírito Santo:

 

Atributos

Divinos

Só pertence

a Deus

Pai

Filho

Espírito

Santo

Eterno

Is. 40:28, 41:4; 43:10,13; 44:6

Sl. 90:2; 93:2

Is. 9:6; Mq. 5:2; Jo. 1:1; 8:58; 17:5,24; Ap. 1:17,18

Gn. 1:2; Hb9:14

Onipotente

Dt. 3:24; Sl. 89:6-8; Is. 43:12-12; Jr. 10:6

II Cr. 20:6; IS 14:27; Ef. 1:19

Mt. 28:18; Ap. 1:8; 3:7

Zc. 4:6; Lc. 1:35

Onipresente

I Rs. 8:27;

Jr. 23:23,24

Am. 9:2,3;

Hb. 4:13

Mt. 18:20; 28:20; Jo. 3:13

Sl. 139:7-10;

I Cor. 3:19;

Jo 14:17

Onisciente

I Rs 8:39; Dn. 2: 20,22; Mt. 24:36

I Cr. 28:9; Is. 48:5-7; 42:9

Mc. 9:34, 35; Jo 2:24,25; 16:30; Lc. 19:41,44; Jo 6:64; 18:4

Ez. 11:5; Rm. 8:26,27; I Co. 2:10,11; I Tm. 4:1

Criador

Is. 44:24; Is. 45:5-7,18

Ne. 9:6; Jr. 27:5; Sl. 146:6; At. 14:15

Jo. 1:1-3; Cl. 1:16-18; Hb. 1:2,10

Jó 26:13; 33:4; Sl. 104:30

Fonte

de

Vida

Dt. 32:39

Sl. 36:9;

At. 17:25,28.

Jo. 1:4; 11:25

Rm. 8:2;

Jo. 33:4

 

OS ANJOS DE DEUS

 

Sempre houve grandes extremismos na compreensão dos anjos e, hoje em dia, o interesse crescente pelo assunto vem sendo acompanhado por idéias duvidosas e antibíblicas. O termo “anjo” (Heb. malak/gr.angelos) significa “mensageiro”. Os anjos são espíritos enviados por Deus (Ap. 22:16) para servir os salvos (Hb. 1:14). Eles foram criados por Deus (Cl. 1:16; Ne. 9:6); sua criação é anterior a criação do nosso mundo    (Jó 38:4,7); não têm sexo (Mt. 22:30) não se reproduzem, portanto seu número é completo. Segundo a Bíblia são numerosos (Jó 25:3; Sl. 68:17), adoram a Deus (Sl. 148:2; Is.6:1-3), mas não devem ser adorados (Ap. 22:8-9); Quem os adorar pecará e certamente perderá a salvação (Cl. 2:18). Sabem muitas coisas , mas não tudo (Mt. 24:36; I Pe. 1:12); estão sujeitos a Cristo (Ef. 1:20, 21; I Pe. 3:22; Cl. 2:10). Vários termos na Bíblia podem se referir aos anjos: estrelas (Ap. 12:4); pedras afogueadas (Ez. 28:14), labaredas de fogo (Hb. 1:7) exército do céu(Sl. 103:20,21; II Re. 6:17) ventos (Sl. 104:4), etc.

 

A ORGANIZAÇÃO HIERÁRQUICA DOS ANJOS

 

Apesar de não definir o assunto a Bíblia revela que os anjos estão organizados em termos de autoridade e de glória. Eles diferem em poder. Alguns estudiosos classificam a organização angelical em cinco níveis: Tronos, potestades, governantes, autoridade e domínios (Rm. 8:38; Ef. 1:21; Cl. 1:16-18; I Pe. 3:22). De qualquer forma a Bíblia é clara quando destaca os seguintes termos.

 

a) Arcanjo (anjo chefe):

Na Bíblia só se aplica à Miguel (Jd. 9), responsável pela nação de Israel            (Dn. 12:1), mensageiro do julgamento de Deus (Ap. 12:7-12) acompanhará Jesus na sua segunda vinda (I Tess. 4:16), reconhecido como sendo um dos primeiros príncipes no céu    (Dn. 10:13). Não existe base bíblica suficiente para afirmar a existência de outros arcanjos, embora alguns acreditem ser em número de sete. Alguns tentando negar a divindade de Cristo, afirmam ser Ele o arcanjo Miguel. Porém a Bíblia não afirma isso em parte alguma. Além disso nenhum anjo recebe adoração (Ap. 19:9,10), mas seres humanos têm permissão para adorar a Cristo (Mt. 8:2;9:18;14:33;20:20;28:16). Jesus recebe adoração de todos os anjos (Hb. 1:6; Ap. 5:11-14), isso inclui Miguel.

 

b) Querubins (Vigias, vigilantes):

Guardavam a árvore da vida no Jardim do Éden, após a queda do homem        (Gn. 3:24). São anjos guerreiros com grande dignidade e honra. Descritos na Bíblia como glorificando constantemente Deus (Sl. 80:1). As vezes promovendo o Senhorio de Deus como em Dn. 4:13,17.23.

 

c) Serafins (ardentes):

A sua função é louvar a Deus e promover a sua santidade. Na visão de Isaías eles aparecem irradiando a glória e a pureza de Deus como se estivessem incandescidos       (Is. 6:1-3).

 

 

 

d) O anjo do Senhor:

Há cerca de 60 ocorrências no Velho Testamento citando a atuação do “anjo do Senhor”. Pela maneira como é descrito podemos afirmar que na maioria das vezes é identificado como uma teofania (aparição indireta e transitória de Deus, escondendo sua natureza transcendental) como em (Gn. 16:7-13; Ex.3:2-6; At. 7:30-38). Outras vezes é claro se tratar de uma aparição de Cristo antes de sua encarnação, também chamado de príncipe do Senhor (II Sm. 24:16; Zc. 1:12)

 

O CARÁTER DOS ANJOS

 

São obedientes (Sl. 103:20); mansos, não abrigam ressentimentos pessoais, nem injuriam seus opositores (II Pe. 2:11; Jd. 9); são reverentes (Hb 1:6; Fl. 2:9-11); são santos (Ap. 14:10; Lc. 9:26); são pacientes (Nm. 22:22-35); possuem livre arbítrio. Os anjos que rejeitaram a Deus são chamados “anjos caídos”, os que permaneceram fiéis são chamados “anjos eleitos” (I Tm. 5:21). Um dia os anjos serão julgados (avaliados) pelos crentes (I Co. 6:3).

 

O PAPEL DOS ANJOS

 

Os anjos estiveram sempre servindo a Cristo, o adoravam antes da encarnação (Hb. 1:6), anunciaram o seu nascimento (Lc. 1:26, 28; 2:8-20); protegeram-no na infância          (Mt. 2:13-23), o serviram (Mt. 4:11), e o consolaram (Lc. 22:43), estiveram presentes na ressurreição (Mt. 28:25) e ascensão (At. 1:11). Eles servem aos crentes (Hb. 1:14), trazendo proteção (At. 5:19,20; 12:7-17), sustentam, animam (I Re. 19:5; Mt. 4:11), confortam (Lc. 22:43; Gn. 16:7-12), preservam (Gn. 21:14-21), resgatam (Nm. 20:16;   Gn 48:16), intercedem (Zc. 16:22), guardam os justos (Sl. 34:7; 91:11,12), especialmente as crianças (Mt. 18:10), aplicam o juízo de Deus (II Re. 19:35; At. 12:21-23). São a “força de apoio” na pregação do evangelho, auxiliando os crentes a anunciá-lo (At. 8:26), os anjos não têm permissão para pregarem, essa honra Deus deu aos homens (At. 10:1-8; 10:44-48).

 

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