LIBERTAÇÃO

LIBERTAÇÃO

 

Quando o Senhor nos mandou ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura, estabeleceu sinais que deveriam acompanhar e complementar a nossa missão (Mc. 16:17,18). Note que um desses sinais é “expulsar demônios”. Ao contrário do que muitos crêem ou querem crer, a tarefa de libertar vidas do poder demoníaco é de todo cristão. Embora haja pessoas especialmente habilitadas para este ministério, o plano de Deus não é que ele seja desempenhado apenas por “especialistas”, mas por cada um de seus filhos. O ministério de Jesus foi um ministério de libertação. Como nosso modelo Ele nos deixou o exemplo a ser seguido. Proclamar liberdade aos cativos e por em liberdade os oprimidos foi uma prioridade em sua agenda (Lc. 4:18, 19). Ele tratou diretamente com os espíritos imundos que possuíam as pessoas (Mt. 4:24; 8:16,28-32; Mc. 1:32-34). Este aliás foi um sinal de que o reino de Deus havia chegado                 (Mt. 12:28,29).

 

OS APÓSTOLOS E A IGREJA PRIMITIVA MINISTRAVAM LIBERTAÇÃO

 

Jesus ensinou os seus discípulos a libertar as pessoas. Seu treinamento incluía esta matéria na teoria (Mc. 9:17-29; Lc. 11:21-26) e na prática (Mt. 10:8). Além disso o “exame deste seminário” era a prática do que haviam aprendido (Lc. 10:17). Quando a igreja primitiva nasceu, os apóstolos, entre outros sinais que produziram pelo poder de Deus, expulsavam demônios (At. 5:16). E não apenas eles, mas também os que se converteram e tornaram-se líderes (At. 8:7; 16:16; 19:11-16).

 

A VITÓRIA COMPLETA DE JESUS

 

Quando o Senhor incumbiu sua igreja com a grande comissão, Ele a revestiu de poder e autoridade (Mt. 28:18, 19). A Bíblia diz que Jesus “despojou os principados e potestades, e publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz” (Cl. 2:15). Por isso os espíritos malignos tremem diante dele (Tg. 2:19). É nesta realidade que se baseia a missão libertadora da igreja. A vitória de Cristo é a vitória da igreja. Ele tornou cada crente nascido de novo um representante seu sobre a terra. Jesus disse que em seu nome expulsaríamos demônios e faríamos muitas outras proezas (Mc. 16:17). Os demônios têm que nos obedecer por causa da autoridade de Cristo em nós.

 

MINISTRAR LIBERTAÇÃO É PARA AQUELE QUE CRÊ

 

A autoridade de Jesus esta sobre os filhos de Deus. O nome de Jesus não é uma “palavra mágica”. Ele só tem sentido na vida daqueles que o receberam como Senhor. O livro de Apocalipse fala de um selo que está na fronte dos servos de Deus (Ap. 7:3; 9:4; 14:1). É uma marca espiritual que os demônios reconhecem. Todo aquele que pertence ao Senhor é reconhecido pelo reino das trevas (At. 19:15, 16). Expulsar os demônios é para quem crer (Mc. 16:17). Portanto, o pré-requisito para exercer esta autoridade é fé. Crer em Jesus (ser um crente) e crer na autoridade para tratar com os espíritos imundos. Além disso é importante buscar conhecer a palavra de Deus, porque a ignorância espiritual pode dar margens para que os demônios enganem o crente e o resistam. Outro fato importante é a maturidade (experiência) nessa área. Por isso, é recomendável que os novos crentes procurem se introduzir neste ministério sempre acompanhados de seus líderes, pessoas mais experientes que os possam ensinar e proteger. Por último, mas não menos importante está a santidade. Isso não significa que o cristão tem que ser perfeito para exercer a libertação. O que ele precisa é ter uma vida na luz e sem escravidão do pecado, pois a falta de santidade ou confissão abre as brechas para retaliações e acusações (Ap. 12:10).

 

EXPULSANDO DEMÔNIOS NO NOME DE JESUS

 

Muitas vezes o ministério de libertação exigirá o trato com as pessoas endemoninhadas. Quando isso acontece, normalmente a pessoa entra em transe e o demônio fala ou se expressa através de seu corpo. Estas manifestações podem parecer assustadoras (pessoas que caem no chão, se arrastam como serpentes, gritam, xingam, reagem com violência, vomitam, rangem os dentes, etc.) mas estes comportamentos não devem nos impressionar ou intimidar. Pois Jesus também se deparou com isso (Mt. 17:14-18; Lc. 9:42) e venceu. E nós também vencemos exercendo a autoridade que Ele nos delegou. O reino das trevas só se submete a um nome: o de Jesus (Lc. 10:17; Fp. 2:10). Não é a experiência, dignidade ou aparência de quem ministra que faz a diferença, mas a autoridade de Cristo. Quando damos uma ordem no nome de Jesus, é como se o próprio Senhor estivesse falando e os espíritos terão que obedecer.

 

1 – Saiba trabalhar em equipe – Jesus sempre enviou seus discípulos, no mínimo, de dois em dois (Mc. 6:7). Isso é trabalhar em equipe. A unidade tem poder. Desta forma enquanto um trata diretamente com os espíritos imundos o(s) outro(s) se mantém em intercessão e apoio.

 

2 – Estabeleça o comando – Ao tratar com demônios fale com autoridade, assumindo o controle da situação e determinando o que eles têm que fazer. Jesus fez assim (Lc. 4:36; Mc. 9:25). Quando expulsamos os demônios, não o fazemos orando a Deus, mas dando ordens diretas aos demônios. Isso deve acontecer com firmeza e autoridade, o que não implica necessariamente levantar a voz ou gritar.

 

3 – Proíba os demônios de causarem tumulto – Muitas vezes os espíritos malignos querem machucar a pessoa em que estão, expô-la a uma situação humilhante ou mesmo tumultuar um ambiente. Por isso, devemos proibí-los de usar da violência ou fazer qualquer coisa inconveniente. Jesus usou este tipo de comando ao proibir os demônios de falarem, por exemplo, (Mc. 1:25; Lc. 4:35). É aconselhável ordenar que ele permaneça amarrado com as mãos para trás. Isto é bíblico. Jesus o ensinou, falando da necessidade de “amarrar o valente” (Mt. 12:29). Embora haja espíritos mais resistentes, eles terão que obedecer. As vezes, é necessário que irmãos segurem a pessoa para que ela não se machuque ou machuque a outros.

 

4 – Mantenha os olhos abertos – Espíritos malignos são traiçoeiros e podem tentar usar a violência. Por isso, nunca se deve ministrar libertação a alguém com os olhos fechados ou distraídos. É importante estar atento às reações discernindo tudo e buscando o domínio de toda a situação.

 

5 – Não deixe o blefe te intimidar – Os demônios tentam intimidar os servos de Deus com xingamento, ironia, desdém, ameaças ou mesmo acusações. Sua grande arma é sempre a mentira. Por isso neste caso você deve repreendê-lo proibindo-o de falar. O ministrante não deve aceitar “discutir” com o demônio, colocando-se no mesmo nível dele, mas deve dar-lhe voz de comando, não se deixando intimidar por suas ações.

 

6 – Só fale o necessário com os demônios – A ministração de libertação não deve ser tornar um “show” e nem tampouco um “interrogatório” aos espíritos imundos. Infelizmente em muitos grupos cristãos hoje se dá muito espaço para que os demônios falem, e eles acabam roubando a atenção que deveria ser do Senhor. Fazer perguntas só deve ser procedimento em casos especiais na direção do Espírito Santo (Lc. 8:27-33). Eventualmente, será útil interrogar sobre a identidade daquele espírito e as brechas por onde ele age, a fim de trata-lo adequadamente e orientar o ministrado posteriormente. Entretanto esta deve ser e exceção e não a regra.

 

 7 – Quebre resistências usando a palavra de Deus – Há demônios mais resistentes (teimosos) que insistem em não obedecer às ordens ou recusam as verdades da palavra de Deus que os colocam como vencidos. Lembre-se que a palavra é uma espada, arma de ataque espiritual (Ef. 6:17).

 

8 – Prepare-se com jejum e oração – Até os apóstolos fracassaram certa vez ao ministrar libertação, porque não estavam preparados (Mt. 17:21). Há níveis de demônios que exigem maior preparo. O fato é que, não obtendo sucesso em alguma ministração de libertação, devemos avaliar a necessidade de uma preparação maior para tratar aquele caso.

 

9 – Seja sensível a direção do Espírito Santo – O ministério de libertação não é uma ciência exata. Embora possamos seguir alguns procedimentos comuns, cada caso é um caso e há necessidade de estarmos dependendo de direção do Espírito Santo. Dons como a palavra de conhecimento e discernimento de espíritos são muito úteis neste ministério.

 

10 – Identifique os demônios – Os demônios são identificados de acordo com a sua natureza e objetivo. Há por exemplo, espíritos especialistas em promover enfermidades no corpo da pessoa. São espíritos de enfermidade. Jesus tratou com esse tipo de demônio (Lc. 13:11). Havia ainda espíritos de morte, de suicídio, dúvida. De confusão, de vício, de prostituição e tantos outros que seria difícil enumerar. Durante o processo de libertação, muitas vezes os próprios demônios se identificam através da pessoa, assumindo nomes populares como “Zé-pelintra” (espírito de vício), “Exu-caveira” e “Maria Molambo” (espíritos de perversão sexual) e tantos outros. Esses nomes são designados de castas. Assim, não há apenas um “tranca-rua”, mas muitos. É importante ao ministrarmos, identificar a identidade do espírito imundo afim de orientar a pessoa depois da ministração em como se defender.

 

11 – Identifique o “homem forte” de um agrupamento – É comum ver pessoas possessas de vários demônios ao mesmo tempo. Quando isto acontece há sempre um chefe ou “homem forte” que comanda os demais. O reino das trevas é hierarquicamente organizado (Ef. 6:12). Nestes casos, muitas vezes será fundamental identificar este chefe e tratar diretamente com ele, embora a libertação possa ocorrer sem este procedimento, Mas é sempre importante buscar sobretudo a direção do Senhor.

 

O PROBLEMA DA CASA VAZIA

 

A Bíblia diz “se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo. 8:36). Mas, se é assim, porque tantas pessoas voltam a escravidão após terem os espíritos imundos expulsos de sua vida? Há alguma causa para isto, e é papel da Igreja não apenas promover a libertação, mas ensinar as pessoas a permanecerem livres. Jesus ensinou que quando um demônio é expulso, ele sai, mas tentará retornar. Se, ao fazê-lo, encontrar a casa (a vida da pessoa) vazia e adornada, retomará a posse dela e trará consigo outros demônios, ficando o segundo estado daquela pessoa pior que o primeiro (Lc. 11:20-26; Mt. 12:48-45). Isso quer dizer que ela precisa entregar sua vida a Cristo, invocando-o como seu Senhor e Salvador. É preciso encher esta vida com a palavra de Deus. A verdadeira libertação não é apenas fruto da saída dos demônios, mas do ser cheio com a palavra de Deus (Jo. 8:32).

 

FECHANDO AS PORTAS DE ENTRADA

 

Satanás precisa de alguma legalidade para agir numa vida. Esta legalidade pode ser dada pela prática do pecado (I Jo. 3:8). Portanto o pecado dá direitos aos demônios. Um tipo de legalidade também dada a demônios é a posse de objetos que tenham comprometimento com o reino das trevas (At. 19:19). Outro tipo de legalidade muito comum são os pactos, rituais e qualquer prática idólatra e de feitiçaria, etc. que são laços do diabo e que precisam ser quebrados (II Tim. 2:26)

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