B A T A L H A E S P I R I T U A L (2ª P a r t e)

B A T A L H A   E S P I R I T U A L   (2ª   P a r t e)

UMA REALIDADE DA QUAL NÃO PODEMOS FUGIR

 

Estamos nesta guerra, apesar de muitos não quererem crer. Estamos em uma batalha espiritual e não há como escapar! (Ef 6:12). Temos que lutar contra o reino das trevas em todas as suas manifestações. Não é uma opção – é uma necessidade! Essa guerra começou no céu, antes mesmo que o homem fosse criado. Um querubim chamado Lúcifer rebelou-se contra Deus e seduziu um terço dos anjos ao mesmo pecado. A igreja tem a missão de governar no âmbito da terra. Adão recebeu a missão de exercer o governo sobre a terra. Mas, ao pecar, deixou que Satanás lhe usurpasse esse direito e, por isso, ele tem estabelecido o caos no planeta, geração após geração. Entretanto, Jesus derrotou  Satanás e todos os seus comandados. E deu a mesma autoridade e o mesmo poder a todos os que são nascidos de novo (Mt 28: 18-19). Dentre os muitos propósitos da igreja está a missão de confrontar o império das trevas, libertando o homem da sua tirania.

 

A GUERRA É ESPIRITUAL E NÃO NATURAL

 

O mundo é como um território tomado por demônios, que mantêm os homens como reféns e escravos. Para libertá-los precisamos vencer a guerra espiritual, reconquistando para o Reino de Deus os espaços roubados por Satanás. Nossa luta acontece “nos lugares celestiais” (Ef 6: 11). Essa declaração nos traz uma grande revelação: fala-nos de uma dimensão espiritual e não material. Isso quer dizer que para promover essa guerra precisamos de conhecimento (revelação), discernimento e armas espirituais. Não conseguimos vitória nessa guerra a partir de recursos humanos (como influência, inteligência, força física, política, etc.). Embora Deus possa usar esses recursos, não é deles que depende o nosso êxito.

 

A GUERRA É UMA SUCESSÃO DE BATALHAS E ESTRATÉGIAS

 

A igreja do Senhor está revestida de poder e possui armas inigualáveis. Sua posição é de superioridade em relação ao reino das trevas (Ef 1: 20-21). Está no ataque                   (Mc. 16:15,16). Além da autoridade, temos armas poderosas em Deus (II Cor 10:4) e anjos a nosso serviço (Hb 1: 13-14). Enquanto Satanás não for lançado no lago de fogo juntamente com os seus seguidores (Ap 20: 10), essa guerra persistirá. Uma guerra é feita através de uma sucessão de batalhas. Temos períodos de menor e outros de grande confronto espiritual (Ef 6:13). Há ocasiões em que a igreja apenas vigia preservando o que já conquistou, em outros momentos resiste aos ataques do inimigo e ainda em outros ataca, provocando batalhas, anulando posições em que os demônios mantêm controle. Um dos segredos da vitória é a perseverança (Mt 24: 13). O crente só perde quando desiste. Devemos resistir e não desistir. (Tg 4:7).

 

 

O SEGREDO DA COMUNICAÇÃO COM O CÉU

 

O livro de Efésios é um verdadeiro manual sobre batalha espiritual. Perceba que na conclusão do tema o apóstolo dá uma ênfase toda especial ao papel da oração. Sem ela a igreja não avança! Ele fala em orar  “em todo o tempo” (Ef 6:18-19). Assim como um pelotão militar precisa de comunicação ininterrupta com o seu comando central quando avança numa batalha, o crente não pode prescindir da prática da oração pela qual contata o trono de Deus, o Senhor dos Exércitos. “Oração no Espírito” (Jd 1:20) é uma referência ao orar em línguas estranhas. Essa é uma poderosa arma espiritual porque edifica e fortalece o nosso homem interior e comunica ao céu as nossas necessidades no campo da batalha, sem interferência do inimigo (I Co 14:2).

 

  1. INTERCEDENDO PELOS NOSSOS IRMÃOS

Um exército vencedor tem que lutar em espírito de unidade. No campo da batalha não há lugar para individualismo. Somos dependentes uns dos outros, assim como somos responsáveis uns pelos outros. “Nenhum exército abandona os seus feridos na zona de combate”. Por isso Paulo ordena vigilância, perseverança e súplica “por todos os santos”.

 

  1. COBRINDO OS NOSSOS COMANDANTES

Ao pedir “orai também por mim”, Paulo destaca a responsabilidade especial da igreja de cobrir com oração os seus líderes. Se o Pastor for ferido, as ovelhas se dispersam (Mt 26: 31). Por isso os líderes da igreja tornam-se um alvo preferencial. A atitude de responsabilidade da igreja pelos seus líderes é uma verdadeira missão de resgate e proteção por meio da oração (At 12:5).

 

TOMANDO TODA A ARMADURA DE DEUS

 

Quando Paulo nos manda “tomar toda a armadura de Deus” (Ef 6:13), está nos indicando a postura correta que o soldado de Cristo deve ter para vencer as suas batalhas. A armadura romana da ilustração de Paulo era a última palavra em equipamento militar pessoal, com peças de defesa (capacete, couraça, cinto, sandália e escudo) e ataque (espada). Lembre-se que a Bíblia nos manda tomar toda a armadura (Ef 6:13), e não apenas algumas peças.

 

  1. O CINTO DA VERDADE (EF 6:14a)

O cinto deve segurar e ajustar a armadura de Deus à vida do crente. Sem ele todas as demais peças tornam-se inúteis. Existem três aspectos importantes da verdade na vida de um crente. O primeiro é que Jesus é a verdade (Jô 14: 6). Sem uma experiência pessoal com Deus ninguém pode apropriar-se do poder de Deus. Aquele que não fez uma entrega absoluta de sua vida a Jesus não pode prevalecer. O segundo aspecto nos fala da Palavra (I Tm 1: 10;  II Tm 4: 3; Tt 2: 1). Jesus afirmou que a palavra é a verdade (Jô 17: 17). Não podemos enfrentar o reino das trevas baseados em crendices ou racionalismos humanos, mas sim na única e suficiente Palavra de Deus. O terceiro aspecto diz respeito à nossa própria conduta. Devemos sempre falar a verdade, ser firmes e firmes e confiáveis (Mt 5: 37). Nossa vida precisa estar na luz, sem áreas ocultas ou comprometidas para não dar legalidade à Satanás (Jo 8: 44).

  1. A COURAÇA DA JUSTIÇA (EF 6: 14b)

A couraça é a peça que protege as partes vitais (coração, pulmões, fígado, etc.). Espiritualmente a couraça da justiça protege as fontes da vida de Deus em nós. Justiça no Novo Testamento é sinônimo de santidade (Ef 4: 24) ou de fidelidade (Gl 3: 6). Se o crente mantém uma vida de pecado, sua vida espiritual estará exposta. Além disso a couraça romana protegia a parte da frente do corpo do soldado, mas não as costas, para que o soldado soubesse que deveria sempre avançar. Recuar, dar as costas para o inimigo era inadmissível.

 

  1. 3.      OS CALÇADOS DO EVANGELISMO (EF 6: 15)

A qualidade daquilo que protege os pés do guerreiro determina a distância aonde ele poderá chegar. O evangelismo é tanto uma arma de conquista (com ela avançamos contra as trevas – Is 52: 7; Rm 10: 15), como de defesa (com ela pisamos sobre o inimigo – Lc 10: 19; Rm 16: 20). Enquanto estabelecemos a paz de Cristo no coração dos seres humanos, fazemos guerra contra os demônios.

 

  1. 4.      O ESCUDO DA FÉ (EF 6: 16)

Estas arma nos defende contra as flechas ou dardos inflamados do maligno (enfermidades, confusões, medo, problemas financeiros, etc.). Mas precisamos estar atentos, o escudo precisa ser manuseado, ou seja, tem que estar na posição e direção certas para nos defender de cada flecha. A fé é a arma que temos para desfazer as obras de Satanás contra nós. É com a fé que anulamos todo o veneno maligno e vencemos o mundo (I Jo 5: 4).

 

  1. 5.      O CAPACETE DA SALVAÇÃO

A mente do cristão é o alvo prioritário do inimigo. Aí reside o poder das decisões. Por isso, Satanás e seus demônios sempre trabalham para nos atingir através do engano, dúvidas e acusações. Esta foi sua estratégia quando enfrentou Jesus no deserto (Lc 4: 1-13) e na cruz (Mt 27: 40). Ele queria colocar em dúvida a sua identidade como Filho de Deus. O crente precisa estar convicto de quem é, de sua posição em Cristo e dos seus direitos como filho de Deus. Sua mente tem que estar protegida com a certeza da salvação.

 

  1. 6.      A ESPADA DO ESPÍRITO (EF 6: 17b)

Este é o nosso maior instrumento de ataque, que realmente pode ferir o inimigo. Não há nada mais temido no reino das trevas do que a espada da Palavra de Deus. Todo obreiro cristão precisa dedicar-se ao manuseio da Palavra como quem aprende a usar uma arma (II Tm 2: 15).

 

TEMOS QUE DOMINAR OS VALENTES DE HOJE

Satanás é como o “valente” e Jesus o “mais valente” que o despojou e o amarrou. E se ele fez isso com o maioral dos demônios, fez com todos (Mc 3: 27; Lc 11: 21,22). Somos responsáveis por tornar essa vitória eficaz em nossa geração. Se quisermos conquistar espaço das mãos das trevas, teremos que discernir e anular a ação do inimigo através da oração.

 

 

 

DISCERNINDO O TEMPO DE DEUS PARA O ATAQUE

O guerreiro de Deus deve buscar discernimento (I Co 12: 10) para não lutar em vão (I Co 9: 26). Como bons espias (Nm 13: 6; Js 2:1; Jz 1: 23) temos que observar e pesquisar a terra (At 17: 22,23). É importante também discernir o tempo certo para o ataque. Israel perdeu uma batalha por estar indo fora da vontade de Deus (Dt 1: 41-45). Quando Satanás ataca o arraial dos santos tem que ser rechaçado imediatamente           (Dt 28: 7). Quando percebemos um ataque contra a nossa família, célula, igreja, etc., temos que nos posicionar rapidamente. Há ocasiões em que a igreja deve atacar bases fortes e estabelecidas do inimigo. Pisar em lugares infestados por demônios é tarefa para pelotões de elite, pessoas espiritualmente preparadas e maduras.

 

CONFUSÃO NO ARRAIAL INIMIGO

Orar para que o Senhor lance confusão no arraial inimigo é uma maneira de obter vitória. Se a comunicação de um exército é afetada, todas as suas ações são anuladas (Dt 7: 22,23; Gn 19:9; II Rs 6:18).

 

OS ANJOS EM AÇÃO

Há um enorme exército de anjos que combatem conosco as guerras do Senhor! (II Rs 6: 16). Existe abundância de exemplos desses seres espirituais interferindo no mundo físico em respostas as nossas orações (Sl 91: 11; 34: 7; At 5: 17-20).

 

LOUVOR E CÂNTICOS DE GUERRA

A adoração e o louvor a Deus são poderosíssimas armas de guerra! O som de festa no arraial dos santos faz o inimigo tremer (II Cr 20:22). Quando Deus é entronizado no meio dos louvores (Sl 22: 3) sua presença se manifesta e os inimigos se dispersarão.

 

CONQUISTA DE PESSOAS-CHAVE

Outra maneira de causar pesadas baixas no reino de Satanás é orar e trabalhar para conquista de pessoas que estão em posições estratégicas ou que sejam influentes           (At 10: 24-48).

 

O PODER DOS ATOS PROFÉTICOS

Um ato profético é uma manifestação prévia, visível, de algo que está sendo decretado no mundo espiritual. O sangue que os hebreus passaram em suas portas (Êx 12: 13), o sal que Eliseu lançou sobre as águas (II Rs 2: 19-22), as flechas com as quais Jeoás feriu a terra (II Rs 13: 14-19), a marcha do povo em volta de Jericó, etc., são atos proféticos. Eles são de inspiração divina e não se tratam de imaginação e criatividade humana, mas de obediência a uma direção do Espírito. Isso é importante porque muitas pessoas tornam-se místicas e podem colocar em descrédito e vergonha a ação do Senhor, fazendo rituais que não trarão nenhuma eficácia espiritual.

 

NÃO DEVEMOS COLOCAR A NOSSA FÉ EM OBJETOS OU RITUAIS

Outro motivo de cuidado deve ser o bom uso do simbolismo profético. A Bíblia condena qualquer tipo de idolatria ou superstição. O uso de rituais ou objetos como fonte de poder é uma espécie de feitiçaria. Portanto, ao realizar atos proféticos não se pode conferir virtude a objeto ou rituais. Esse poder é de Deus! Uma vez realizado o ato, não há porque apegar-se a ele como se fosse uma fórmula sagrada. Israel transformou a serpente de bronze (utilizada por Moisés num ato profético – Nm 21: 9; Jo 3: 14-15) em um objeto de culto, atribuindo-lhe poder (idolatria, feitiçaria – II Rs 18: 4).

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