O MUNDO DO OCULTISMO E A NOVA ERA

O MUNDO DO OCULTISMO E A NOVA ERA

 

A turbulenta década de sessenta forneceu a atmosfera perfeita para o que agora reconhecemos como o movimento ou seita da Nova Era. O teólogo neo-ortodoxo Nels Ferre previu corretamente o influxo da filosofia e da teologia oriental e hindu, que caracterizou aquela década, e concluiu que as idéias importa­das constituiriam importante desafio ao cristianismo histórico.

O grande apologista e escritor inglês, C. S. Lewis, viu as linhas da batalha claramente demarcadas. Observou ele que, no conflito final entre as religiões, o hinduísmo e o cristianismo ofereceriam as únicas opções viáveis, porque o hinduísmo absorve todos os outros sistemas religiosos, e o cristianismo exclui todos os demais, afirmando a supremacia das reivindicações de Jesus Cristo.

 

As Raízes da Nova Era

Para compreendermos o movimento Nova Era é necessário reconhecer suas antigas raízes no ocultismo. O vocábulo ocultismo vem de uma palavra latina que significa secreto e misterioso. À Bíblia proíbe práticas ocultistas, declarando que elas recorrem ao poder satânico.

A Bíblia descreve diversas dimensões ou esferas diferentes de realidade como o céu, o inferno e o universo visível. Mas ainda outra dimensão exige a nossa atenção. Em Efésios capítulos 2 e 6 o apóstolo Paulo fala dessa dimensão como o reino do “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Declara ele que o cristão se encontra envolvido em combate espiritual contra as forças que dominam esse reino. Nas palavras de Paulo, “não temos de lutar contra a carne e o sangue, e, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os poderes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais da maldade nas regiões celestes” (Efésios 6:12).

O apóstolo não poupa esforços em seus escritos a fim de nos advertir contra as “ciladas do diabo” (Efésios 6:11), ecoando as palavras de Moisés aos israelitas no Antigo Testamento. Moisés comunicou o extremo desagrado de Deus em relação aos habi­tantes da terra de Canaã, que praticavam abominações e eram, na realidade, adoradores de Satanás:

Quando tiveres entrado na terra que o Senhor teu Deus te dá, não imitarás as abominações dessas nações. Não haja no teu meio quem faça passar pelo fogo o filho ou a filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromante, nem mágico, nem quem consulte os mortos. O senhor abomina todo aquele que faz essas coisas. É por causa dessas abominações que o Senhor teu Deus ex­pulsa essas nações de diante de ti. Serás perfeito diante do Senhor teu Deus. As nações, que hás de possuir, dão ouvidos a agoureiros e a adivinhos, Mas a ti, o Senhor teu Deus não permite tal prática (Deuteronômio 18:9-14).

Esse verdadeiro glossário do ocultismo advertia Israel de ira iminente se a nação seguisse os passos dos habitantes da terra de Canaã, terra que Deus havia escolhido para dar ao seu povo.

O ocultismo poderia ser chamado de fé substituta encontrada em toda a história das religiões do mundo — inclusive a dos próprios hebreus, conforme visto em seu livro esotérico e ocultista, Cabala. A Bíblia fala repetidamente contra todas as práti­cas ocultistas, dando atenção especial aos astrólogos (Isaías 47:13-15) e aos que eram chamados de “encantadores” ou “ma­gos”, conforme registrado no livro de Daniel.

Pouca dúvida pode restar após a leitura de 2 Reis 21 de que o julgamento de Deus veio sobre Israel por ter a nação deixado de obedecer os seus mandamentos com relação ao ocultismo. O rei Manassés violou todas as proibições contra o ocultismo, cau­sando o exílio dos judeus, que eventualmente os levou ao arrepen­dimento e à restauração.

A seita Nova Era é um reavivamento desse ocultismo antigo. Ela está historicamente ligada às práticas religiosas da Suméria, da índia, da Caldéia, da Babilônia e da Pérsia.

O termo “movimento Nova Era”, ou “Seita Nova Era”, é um título novo, mas, conforme salientou a revista Time, o ocultismo não tem nada de novo: “Assim, aqui estamos nós na Nova Era, uma combinação de espiritualismo e superstição, modismo e farsa, sobre a qual a única coisa certa é a de não ser novidade”.

 

A Conexão Teosófica

Para todos os fins práticos, a seita Nova Era pode ser equiparada ao transplante da filosofia hindu através da Sociedade Teosófica fundada por Helena Blavatsky, em fins do século dezenove, nos Estados Unidos. Madame Blavatsky, como era conhecida, promo­via o espiritismo, sessões espíritas e a filosofia básica hinduísta ao mesmo tempo que manifestava um antagonismo distinto ao cris­tianismo bíblico.

Marilyn Ferguson, em seu livro The Aquarian Conspiracy (A Conspiração Aquariana), observa que a “Era de Aquário” ocupa um lugar central na arena no pensamento da Nova Era, e quando unido à ênfase de seitas como Ciência Cristã, Novo Pensamento, a Escola Unida de Cristianismo, Ordem Rosacruz, e Ciência da Mente, ou Ciência Religiosa, torna-se um veículo poderoso para o pensamento da Nova Era.

A teologia do movimento Nova Era presume um processo evolucionário. O mundo está à espera de mais reveladores da verdade (avatares), como Buda, Maomé, Confúcio, Zoroastro, Moisés, Krishna, e finalmente alguém designado como Senhor Maitréia, uma encarnação do Buda, o Iluminado. O Senhor Jesus Cristo é relegado ao papel de um semi-deus ou “um de muitos caminhos igualmente bons”. Ele, como ensina a Nova Era, com toda a certeza não é “o caminho, a verdade e a vida”, conforme ensinou em João 14:6.

Um vulto tremendamente significativo na história do desenvolvimento do pensamento da Nova Era é Alice Bailey, que esteve envolvida com Madame Blavatsky na Sociedade Teosófica. Ela escreveu mais de 20 livros, supostamente influenciada por um guia espiritual que se comunicava com ela por telepatia. Elliot Miller, escrevendo no número do verão de 1987 do Christian Research Journal, fez esta observação:

Em The Externalization of the Hierarchy (A Externalização da Hierarquia) de Bailey, o mesmo livro no qual o ano de 1975 é destacado no plano da hierarquia, lemos também que “em 2025, a data da primeira fase da externalização [aparências corporais] da hierarquia será mui­to provavelmente estabelecida” (p. 530). Depois foi dito que após esses primeiros mestres aparecerem, “se esses passos se mostrarem bem-sucedidos, outros e mais im­portantes serão possíveis, começando com o retorno de Cristo” (p. 559).

 

Miller mostra corretamente que, se os discípulos de Bailey estiverem seguindo o plano dela, e se Bailey estiver certa a respeito do significado do ano 1975, o “cristo” não pode aparecer senão algum tempo depois de 2025. Em contexto, 1975 representa ape­nas um começo, uma aceleração da atividade preparatória por um período de 50 anos.

Em Problems of Humanity (Problemas da Humanidade) por Alice Bailey, encontramos também outra observação interessante relativa ao evento chamado de “festival da humanidade”:

[O festival da humanidade] será preeminentemente [o dia] no qual a natureza divina do homem será reconhe­cida e seu poder de expressar boa vontade e estabelecer relações de direitos humanos [devido à sua divindade] será enfatizado. Nesse festival é-nos dito que Cristo representou por quase 2.000 anos a humanidade e se postou diante da Hierarquia como o deus-homem, o líder de seu povo e o primeiro na grande família de irmãos (p. 164).

Por mais importantes que sejam os escritos de Alice Bailey, obviamente não podem ser tidos como guias infalíveis da evolução da Nova Era.

Mas a Sociedade Teosófica de fato alimentou o movimento emergente da Nova Era, e, através das atividades de Madame Blavatsky e Annie Besant, a sociedade planejou o aparecimento do Senhor Maitréia na pessoa do protegido da Sra. Besant, Krishnamurti. Entretanto, Krishnamurti declinou a honra da unção da Sra. Besant devido em grande parte à morte do irmão e sua subseqüente desilusão com as alegações da teosofia. E assim a busca e a espera continuaram.

 

O Cristo da Nova Era

Em 1982, jornais por todos os Estados Unidos exibiram anún­cios de página inteira que declaravam audaciosamente: “O mundo já sofreu o bastante… fome, injustiça e guerra. Existe uma resposta ao nosso apelo de socorro, um mestre mundial para toda a huma­nidade. O CRISTO ESTÁ AQUI AGORA.”

Isso foi patrocinado pela Fundação Tara, sob a liderança de Benjamim Creme, e fazia perguntas interessantes como Quem é o Cristo?, O Que Ele Está Dizendo? e Quando O Veremos? O anúncio concluía com um apelo à paz: “Sem repartir não pode haver justiça, sem justiça não pode haver paz, sem paz não pode haver futuro.”

Três outros grupos da Nova Era juntaram-se à Fundação Tara, mas o anúncio nebuloso inevitavelmente fracassou em atrair o tipo de atenção que Creme havia esperado. O “cristo” de quem a Fundação Tara falava não era o Cristo da revelação bíblica, mas um guru indiano que foi para a Inglaterra (assim cumprindo Apocalipse 1:7), e que agora reside em Londres. O Sr. Benjamin Creme declarou que esse cristo teria um encontro com a imprensa, mas a conferência foi depois postergada.

O Sr. Creme, em seu livro The Reappearance of the Christ (O Reaparecimento do Cristo), mostrou-se fiel ao pensamento da Nova Era ao descrever o relacionamento de Jesus Cristo com a Nova Era:

O cristo não é Deus; ele não está vindo como Deus. E a encarnação de um aspecto de Deus, o aspecto do amor de Deus. É a alma encarnada de toda a criação. Ele encarna a energia que é um aspecto consciente do Ser a quem chamamos de Deus… Ele preferiria que você não orasse a ele, mas a Deus dentro de você, que também está dentro dele… Ele próprio o disse: “O reino de Deus está dentro de vós” (p. 135).

 

Declarações como essas partindo de líderes da Nova Era carac­terizam o movimento como acentuadamente anticristão e parti­cularmente hostil à reivindicação singular de divindade feita pelo Senhor Jesus Cristo e confirmada pelo testemunho apostólico. Numa folha de fatos publicada pelo Instituto Cristão de Pesquisas, que tratava do movimento Nova Era, um relatório com o qual concordo, o movimento da Nova Era foi descrito como:

O nome mais comum usado para retratar a crescente penetração do misticismo oriental e ocultista na cultura ocidental. As palavras Nova Era referem-se à Era de Aquário, que os ocultistas acreditam estar entrando, trazendo consigo uma era de iluminação e paz. Abran­gidos dentro do movimento Nova Era encontram-se diversas seitas que enfatizam a experiência mística (in­clusive a meditação transcendental, a seita Rajneesh, Eckankar, a Igreja Universal e Triunfante, a Missão Luz Divina e muitas outras). Os seguidores de vários gurus, como o falecido swami Muktananda, Sai Baba, Baba Ram Dass, Mahareeshi Mahesh Hogi, e o guru Maharijih personificam a essência da moderna liderança da Nova Era. Outros grupos, como o “Movimento do Po­tencial Humano” exemplificado em Est (ou O Fórum), Fonte da Vida, Método Silva de Controle Mental, Ofi­cinas de Trabalho de Cúpula, etc, e muitos (embora não todos) defensores dos vários enfoques de saúde holística, representam corretamente o espírito da Nova Era.

Embora as crenças e ênfases dos vários grupos e indivíduos que compõem o movimento Nova Era possam variar amplamente, elas compartilham uma experiência religiosa e uma base filosófica comuns. A semelhança teológica no meio da diversidade é muito parecida com as muitas tradições dentro do cristianismo histórico que diferem em doutrinas periféricas e contudo compartilham uma experiência comum com o Espírito Santo, resultante de uma fé comum em Jesus Cristo. Os membros do movimento Nova Era compartilham uma crença comum de que “tudo é um”, isto é, tudo o que existe conjuntamente compõe uma realidade ou substância essencial. Essa realidade final é identificada como Deus, geral­mente visto como uma consciência ou poder impessoal.

 

A Divindade de Toda a Humanidade

A Nova Era deriva a crença na divindade inerente ao homem e de sua crença na divindade de todas as coisas. Assim, a separação entre a raça humana e Deus, que é óbvia para a igreja cristã, é tratada de maneira diferente pelo movimento Nova Era. Enquan­to o cristianismo histórico acredita que o homem foi separado de Deus por transgredir a sua lei, o movimento Nova Era acredita que o homem está separado de Deus apenas em seu próprio consciente. Ele é vítima de falso senso de identidade separada que o cega à sua unidade essencial com Deus.

Portanto, o movimento Nova Era defende vários métodos de alteração da consciência (ioga, meditação, mantras, transes de dança, drogas, etc.) como os meios de salvação. Esses capacitam o homem a experimentar conscientemente sua suposta união com Deus, uma experiência definida como “iluminação”.

A seita Nova Era também enfatiza fortemente as antigas dou­trinas hindus da reencarnação e do carma. A lei do carma ensina que, faça a pessoa o que fizer, seja bom ou mau, retornará ao mundo na exata proporção, em outra existência. Como a maioria das pessoas não consegue pagar durante uma vida toda o carma ruim que acumularam por suas más ações, são compelidas a voltar em novas encarnações até que todo o seu carma ruim tenha ficado equilibrado pelo carma bom que realizarem.

 

A Conspiração da Nova Era

Podemos afirmar que a Conspiração Aquariana, descrita pela escritora da Nova Era, Marilyn Ferguson, em seu livro que traz esse título, de fato existe. Muitas pessoas dentro do movimento geral da Nova Era acreditam que podem apressar a vinda da era de paz trabalhando juntas para influenciar acontecimentos na vida política, econômica, educacional e religiosa da cultura oci­dental.

Entre algumas dessas pessoas estão ocorrendo esforços defini­tivos para promover o desenvolvimento de uma sociedade mun­dial unida. Entretanto, não encontramos nada que substancie as alegações de que todos os envolvidos no movimento Nova Era façam parte dessa conspiração. (Muitas seitas da Nova Era são exclusivas, por isso é difícil imaginá-las trabalhando para entro-nizar qualquer governante no mundo que não os seus próprios líderes.) Tampouco encontramos evidência de algum indivíduo específico ter sido escolhido para ocupar o lugar de governante mundial. Não vimos prova que mostre ser a conspiração tão altamente desenvolvida e influente que esteja no momento em posição de alcançar sua meta de cultura única mundial.

Contudo, o movimento Nova Era poderia certamente desem­penhar um papel no grande engano da tribulação descrita em várias profecias bíblicas, e devemos definitivamente mantê-lo sob observação. Mas seria contra-produtivo o corpo de Cristo reagir a esse movimento com histeria através de uma declaração pública de que o movimento Nova Era está envolvido em atividades conspiradoras, conscientes que não podem ser substanciadas por fatos.

E necessário resistir aos esforços do movimento Nova Era em infiltrar nossa sociedade com o misticismo oriental, e suas ativi­dades precisam ser monitoradas, mas isso precisa ser feito de maneira racional, bíblica, num espírito de “tranqüila sobriedade”.

A ascensão da seita Nova Era durante o último quarto de século deveria constituir séria advertência à igreja cristã de que não podemos repousar sobre os lauréis da evangelização e atividades missionárias pioneiras do passado. A antiga máxima é verdadeira: “O preço da liberdade é a eterna vigilância.”

 

A Importância do Movimento Nova Era

No artigo da revista Time já mencionado, é declarado que “uma estranha mistura de espiritualidade e superstição está varrendo a nação, que se reflete no renovado interesse pelo mundo do ocul­tismo.” Time mostrou que a Bantam Books, uma das maiores publicadoras de livros tipo brochura nos Estados Unidos, “diz que seus títulos da Nova Era aumentaram dez vezes na última década. O número de livrarias da Nova Era dobrou nos últimos cinco anos, chegando a cerca de 2.500, e revistas recém-lançadas com nomes como New Age, Body, Mind, & Spirit, and Brain-Mind Bulletin (Nova Era, Corpo, Mente & Espírito, e Boletim Cérebro-Mente) emergiram na cena religiosa. Segundo o Dr. John Weldon e John Ankerberg em seu artigo esclarecedor “Os Fatos sobre o Movi­mento Nova Era”, “mais de 3.000 publicadoras de livros e perió­dicos ocultistas”, juntamente com as vendas de livros da Nova Era, transformaram o interesse na Nova Era em um “negócio de um bilhão de dólares por ano”.

O movimento Nova Era não é importante apenas porque tem um balancete multibilionário de dólares, mas porque atinge a múltiplos milhões de pessoas que ficam deslumbradas por cele­bridades como Shirley MacLaine, Merv Griffin, Linda Evans, John Denver, Phalicia Rashad e Sharon Gless, todos eles dizendo que seu conceito de realidade e verdade religiosa funciona.

Shirley MacLaine é um exemplo fundamental disso. Em seu livro Minhas Vidas*, ela promove o pensamento da Nova Era. Essa atriz patrocinou seminários que levantaram milhões de dólares para a construção do centro de exposição da Nova Era, em Baca, no estado de Colorado, entre 1989-90. É virtualmente impossível ligar programas de entrevistas — no rádio ou na TV — que não apresentem algum médium, astrólogo ou guru da Nova Era com a última palavra sobre a “realidade espiritual”.

 

A Ameaça da Seita Nova Era

O movimento Nova Era está penetrando em nosso sistema educacional bem como em algumas das nossas legislaturas estaduais. Foi dito que até Nancy Reagan, esposa do ex-presidente dos Estados Unidos, consulta um astrólogo, especialmente após a tentativa de assassinato do marido confirmar a advertência de um astrólogo sobre perigo iminente.

O movimento Nova Era ameaça não apenas o fundamento da religião judaico-cristã, mas desafia a crença fundamental na exis­tência de verdade objetiva. No pensamento da Nova Era, a verdade é percebida individualmente, e não é incomum um adepto da Nova Era dizer: “Essa é a sua verdade, esta é a minha”, como se a verdade, como a beleza, dependesse de quem a contempla. A ameaça do movimento Nova Era não pode ser subestimada em escolas públicas em que se ensinam às crianças mantras, palavras e técnicas de meditação. As crianças são submetidas à “iluminação de valores”, em que valores morais, éticos e espirituais tornam-se puramente subjetivos em natureza, e não sujeitos a qualquer significado fora daquele que lhes é conferido pela criança. Nesse cenário confuso, a realidade fica perdida num embaralhado de vocabulário conflitante, e a lei da selva semântica declara o prag­matismo: “Se funcionar, use; se produzir sensação gostosa, faça.”

Não é de admirar que a revista Time, citando diversos escritores cristãos, tenha comentado:

Os seres humanos são essencialmente criaturas religio­sas e não descansam enquanto não têm algum tipo de resposta às perguntas fundamentais. O racionalismo e o secularismo não respondem a essas perguntas. Mas pode-se ver que a ascensão da Nova Era é um barômetro da desintegração da cultura americana. Dostoyevsky disse [que] tudo é permissível se não houver Deus. Mas tudo é permissível também se tudo for Deus. Não há como fazer qualquer distinção entre o bem e o mal… uma vez que você se tenha divinizado, que é a proposta da Nova Era, não existe um absoluto moral mais eleva­do. E a receita para a anarquia ética… é tanto messiânica quanto milenária.”

 

Sacrificando a Revelação Bíblica

A divinização do homem pela seita Nova Era requer o abando­no da verdade absoluta, a adoração diante do altar do relativismo e a obsessão pela reencarnação. A seita é uma crescente ameaça aos cristãos e àqueles que levam a sério as admoestações bíblicas como: “Eu fiz a terra… As minhas mãos estenderam os céus… Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento… Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos depende toda a lei e os profetas” (Isaías 45:12; Mateus 22:37-40).

O movimento Nova Era abraça o que tem sido chamado de “panteísmo monista” — tudo é um e tudo é Deus. Visto o movi­mento acreditar ser o homem divino, exatamente como Satanás já prometeu no Éden que ele seria (Gênesis 3:5), o próximo grande evento é o raiar do reino milenar. Na Era de Aquário, paz, pros­peridade, amor e satisfação estão todos ao alcance daqueles que estiverem dispostos a trocar a revelação bíblica pela especulação hinduísta e o Príncipe da Vida pelo Príncipe das Trevas.

Pouca dúvida pode haver de que a Conspiração Aquariana, a ascensão da seita Nova Era, e a Bíblia têm um denominador comum. A Bíblia profetiza que no final dos tempos, falsos profe­tas, falsos cristos e falsos mestres proliferarão (Mateus 24:23-25), proclamando “o Cristo está aqui, ou ali” (Lucas 21). Nas palavras do Cristo vivo, “Hoje se cumpriu esta escritura em vossos ouvi­dos” (Lucas 4:21).

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